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08 de agosto de 2019, 20h20

Moro afirma que intenção da Vaza Jato é libertar Lula

Em entrevista à revista IstoÉ, ministro da Justiça repete que não vê nada demais nas mensagens em que aparece em conluio com procuradores da Lava Jato

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Vendo sua imagem de herói nacional ser corroída desde que as primeiras mensagens das suas conversas secretas com procuradores da força tarefa da Lava Jato foram publicadas, Sérgio Moro tenta de todas as maneiras diminuir o desgaste que está sofrendo. Em uma tentativa de justificar todos os equívocos que cometeu como juiz do processo que levou o ex-presidente Lula à cadeia, ele concedeu uma entrevista para revista IstoÉ onde diz que os vazamentos e as matérias têm a intenção de libertar o petista.

“Está claro que um dos objetivos é anular condenações, entre elas a de Lula”, afirmou Moro. O ministro também garante que não está pensando na vaga para o Supremo Tribunal Federal (STF) e nem em entrar na política partidária. Cogita-se que ele possa sair como candidato a vice-presidência em uma possível tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro.

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Sérgio Moro também falou que não pediu a destruição de provas que foram obtidas após a prisão de quatro pessoas apontadas como os hackers que teriam invadido celular de autoridades e vazado o conteúdo para o site The Intercept Brasil. Mais uma vez o ex-juiz repetiu que as mensagens não são válidas, pois foram obtidas de forma ilegal.

“Houve um mal-entendido. A quem cabe decidir sobre a destruição das mensagens é o Judiciário. Agora, existe uma investigação sobre o hackeamento e não sobre o conteúdo das mensagens. O foco da PF é o hackeamento e caberá ao juiz decidir ao final sobre a destinação dessas provas. Pode ser a destruição. Afinal, elas são produto de um roubo eletrônico. Mas eu não dei nenhuma determinação à PF para a destruição de qualquer prova. Isso nem seria da minha competência e isso não ocorreu”.


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