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14 de julho de 2019, 16h01

Na esteira do sucesso do marido, Rosângela Moro abriu empresa de cursos e palestras

Em janeiro de 2018, mulher de Sergio Moro abriu empresa de cursos e palestras em sociedade com o advogado Carlos Zucolotto, padrinho do casal. Novos diálogos da Vaza Jato revelam que Dallagnol também tinha intenção de colocar a esposa para gerenciar empresa de palestras que seria criada por ele

Rosângela e Sergio Moro participam de lançamento de programa de voluntariado do governo (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O que estava nos planos do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, foi realizado pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.

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Em janeiro de 2018, com o sucesso do marido, Rosângela Wolff Moro abriu, junto com três sócios a HZM2 Cursos e Palestras concretizando as conversas que Moro teve com Dallagnol, reveladas em reportagem da Vaza Jato publicada neste domingo (14) pela Folha de S.Paulo e o site The Intercept.

Rosângela possui três sócios na empresa, que continua aberta, incluindo o advogado Carlos Zucolotto Júnior, padrinho de casamento dela e de Moro, de quem já havia sido sócia em um escritório de advocacia.

A nova sociedade entre Carlos Zucolotto Júnior e Rosângela Moro foi oficializada cerca de um mês depois de o ex-funcionário da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran ter acusado o amigo dos Moro, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a JBS, de ter cobrado propina para intermediar sua delação premiada na Operação Lava Jato.

A HZM2 ainda tem como sócios o advogado Guilherme Henn, que trabalha no Zucolotto Sociedade de Advogados, e o professor de direito Fernando Mânica, que atua também no ramo de consultoria para celebração de parcerias público-privadas.

Segundo levantamento da Agência Pública, que revelou o caso em julho de 2018, entre janeiro de 2017 e julho de 2018, Moro ministrou ao menos 22 cursos e palestras no Brasil e no exterior – um por mês, em média.

Vaza Jato
De acordo com novos diálogos vazados pela Folha, em parceria com o The Intercept, publicados neste domingo (14), o procurador federal Deltan Dallagnol antecipou um convite ao então juiz responsável pela Lava Jato, Sergio Moro, para participar de um evento em São Paulo e contou como estava cobrando pela atividade.

“Caro, o Edilson Mougenot [fundador da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais] vai te convidar nesta semana pra um curso interessante em agosto. Eles pagam para o palestrante 3 mil”, escreveu Deltan a Moro.

O procurador ainda completou: “Achei bom te deixar saber para caso queira pedir algo mais, se achar que é o caso (Vc poderia pedir bem mais se quisesse, evidentemente, e aposto que pagam)”.

Em princípio, Moro disse que já estava com a agenda cheia, mas posteriormente aceitou o convite e participou com Deltan em 26 de agosto de 2017 do 1º Congresso Brasileiro da Escola de Altos Estudos Criminais em São Paulo.

O editor da Fórum, Renato Rovai, comenta as novas denúncias da Vaza-Jato com esquema de vendas de palestras do procurador Deltan Dallagnol:


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