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12 de agosto de 2019, 15h51

“Nunca foi segredo”: Dallagnol confirma diálogo com ONGs mas nega mensagens da Vaza Jato

Nas conversas divulgadas nesta segunda-feira, o procurador aparece articulando seus pares para que pressionem o STF e promovam um abaixo-assinado contra Lula

Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP

Ao comentar sobre as novas revelações da Vaza Jato trazidas pelo The Intercept Brasil nesta segunda-feira (12), o procurador Deltan Dallagnol confirmou que mantinha diálogo com as organizações citadas na reportagem, o VemPraRua, o Instituto Mude e o Observatório Social, mas negou as mensagens publicadas. Segundo o Intercept, o procurador teria usado os contatos em grupos do Telegram para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e promover um abaixo-assinado contra Lula.

“Não reconhecemos as mensagens do Intercept. Agora, nunca foi segredo meu diálogo com entidades da sociedade civil e movimentos sociais, que têm sido essenciais para os avanços contra a corrupção nos últimos anos. Seu mérito deve ser reconhecido. Interagir com eles como procurador e como cidadão na pauta anticorrupção, direta ou indiretamente, é legal, legítimo e saudável”, publicou em sua conta no Twitter.

Nas conversas divulgadas nesta segunda-feira, ele aparece convidando a procuradora Thaméa Danelon para ser “laranja” e ajudá-lo a promover abaixo-assinado contra Lula, que estava sendo realizado pelo Observatório Social. “Se Vc topar, vou te pedir pra ser laranja em outra coisa que estou articulando kkkk”, disse. “Um abaixo assinado da população, mas isso tb nao pode sair de nós… o Observatório vai fazer. Mas não comenta com ng, mesmo depois. Tenho que ficar na sombra e aderir lá pelo segundo dia. No primeiro, ia pedir pra Vc divulgar nos grupos. Daí o pessoal automaticamente vai postar etc”, disse.

Ele também pede para Danelon fazer a ponte com o movimento VemPraRua para pressionar os ministros do STF. “Temos que reunir infos de que no passado apoiava a execução após julgamento de SEGUNDO grau e passar pros movimentos baterem nisso muito”, declarou o coordenador da Lava Jato.

Além da procuradora, ele aparece conversando com o líder do Instituto Mude. “Falei que não posso posicionar a FT (força-tarefa) publicamente, mesmo em off, quanto a Ministros que seriam bons, pq podemos queimar em vez de ajudar. Falei os 4 que seriam ruins, que Toff, Lewa, Gilm e Marco Aur”, escreveu ao líder do Mude, Fabio Alex Oliveira, ao comentar sobre conversa que teve com outro integrante do movimento.

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