No rastro do óleo do Nordeste
21 de agosto de 2019, 06h44

Policiais federais dizem que são perseguidos por procuradores da Lava Jato por grampo em Yousseff

Procuradores da Lava Jato em Curitiba entraram com um processo sigiloso contra os agentes no dia 8 de agosto, sob a acusação de que eles violaram sigilo funcional e vazaram informações confidenciais

Procuradores da Lava Jato (Reprodução)

Policiais federais que revelaram um esquema de escuta ilegal montado na cela do doleiro Alberto Yousseff em 2014 dizem que estão sendo perseguidos por procuradores da Lava Jato.

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Segundo reportagem de José Marques, na edição desta quarta-feira (21), os procuradores da Lava Jato em Curitiba entraram com um processo sigiloso contra os agentes no dia 8 de agosto, sob a acusação de que eles violaram sigilo funcional e vazaram informações confidenciais.

São alvos das acusações da força-tarefa o delegado Mario Renato Castanheira Fanton, o agente Dalmey Fernando Werlang e ainda Fernando Augusto Vicentine, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná.

Na ação, os procuradores acusam os policiais de revelarem dados sigilosos de um inquérito que apurava a conduta de outros agentes federais e de advogados, suspeitos de tentarem produzir um dossiê contra a Lava Jato.

Fanton foi quem descobriu o grampo na cela de Yousseff, em 2014. Dalmey confessou que instalou o aparato sob orientação do delegado Igor Romário de Paula, que hoje faz parte da cúpula da PF em Brasília.


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