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25 de julho de 2019, 07h05

The Intercept: Tentativa de ligar site a supostos hackers de Araraquara é mais um dos “constantes ataques”

"Esperamos que a polícia federal, comandada por Moro, tenha autonomia para conduzir uma investigação isenta, investigação essa que interessa diretamente ao ministro Moro", declarou, em nota, o site comandado por Glenn Greenwald

Reprodução/The Intercept Brasil

Em nota divulgada nesta quarta-feira (24), o The Intercept Brasil disse que não vai comentar sobre a identidade de suas fontes, resguardado constitucionalmente, e afirmou ver com preocupação as conclusões precipitadas de Sérgio Moro e clamou por uma atuação autônoma e isenta da Polícia Federal, comandada pelo ministro da Justiça.

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“O Intercept Brasil vê com preocupação as conclusões precipitadas do ministro Sergio Moro sobre uma investigação que sequer teve seu inquérito concluído. Esperamos que a polícia federal, comandada por Moro, tenha autonomia para conduzir uma investigação isenta, investigação essa que interessa diretamente ao ministro Moro”, diz trecho de nota enviada ao G1.

Além disso, o veículo destacou que não comentará sobre suas fontes e que a tentativa de ligar “supostos hackers” ao Intercept é “mais uma etapa dos constantes ataques aos quais nossa redação tem sido submetida desde que iniciou a publicar a série” da Vaza Jato. “O Intercept Brasil, assim como a melhor imprensa mundial, não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas. O sigilo de fonte é um direito garantido pela Constituição Federal brasileira de 1988”, destaca outro trecho.

Pelo Twitter, o editor-executivo do The Intercept Brasil, Leandro Demori, rebateu uma publicação de Moro que “concluía” que foram esses supostos hackers investigados pela PF que enviaram o material para o veículo. “Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta”, disse Leandro Demori

Confira a nota na íntegra:

O Intercept Brasil, assim como a melhor imprensa mundial, não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas.

O sigilo de fonte é um direito garantido pela Constituição Federal brasileira de 1988.

A tentativa de ligar supostos hackers ao Intercept Brasil é mais uma etapa dos constantes ataques aos quais nossa redação tem sido submetida desde que iniciou a publicar a série “As mensagens secretas da Lava Jato”. Trata-se de um claro ataque à liberdade de imprensa.

A operação deflagrada pela polícia federal não muda o fato de que a Constituição Federal garante o direito do Intercept de publicar suas reportagens e manter o sigilo da fonte, mesmo direito garantido para toda a imprensa brasileira.

O Intercept Brasil vê com preocupação as conclusões precipitadas do ministro Sergio Moro sobre uma investigação que sequer teve seu inquérito concluído. Esperamos que a polícia federal, comandada por Moro, tenha autonomia para conduzir uma investigação isenta, investigação essa que interessa diretamente ao ministro Moro.

O Intercept Brasil continuará exercendo seu trabalho com o rigor jornalístico que sempre pautou sua redação, firme em seu compromisso com o interesse público e com as premissas do bom jornalismo investigativo.


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