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06 de agosto de 2019, 13h56

Vaza Jato: Dallagnol quis buscar provas na Suíça para interdição ou impeachment de Gilmar Mendes

Segundo reportagem divulgada em parceria com o El País, Dallagnol comenta saber de "um boato" ouvido de procuradores paulistas de que parte do dinheiro mantido por Paulo Preto em contas no exterior pertenceria a Mendes

Gilmar Mendes (Divulação/STF)

Em nova parceria, agora com o jornal espanhol El País, o site The Intercept, de Glenn Greenwald, divulgou novos diálogos da Vaza Jato nesta terça-feira (6). Nas conversas, procuradores da Lava Jato planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O objetivo era pedir a suspeição ou até o impeachment do magistrado.

“Gente essa história do Gilmar hoje!! (…) “Justo hoje!!! (…) “Que Paulo Preto foi preso”, diz Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato, grupo Filhos do Januário 4, que reúne procuradores da força-tarefa, no dia 19 de fevereiro deste ano.

Segundo o El País e o Intercept, a conversa buscava levantar um possível elo entre Mendes e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador financeiro do PSDB.

A aposta princiapl era que Gilmar Mendes, que já havia concedido dois habeas corpus em favor de Preto, aparecesse como beneficiário de contas e cartões que o operador mantinha na Suíça.

“Vai que tem um para o Gilmar…hehehe”, diz o procurador Roberson Pozzobon no grupo, em referência aos cartões do investigado ligado aos tucanos.

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Na sequência, Dallagnol fala sobre um pedido aos procuradores da Suíça: “hummm acho que vale falar com os suíços sobre estratégia e eventualmente aditar pra pedir esse cartão em específico e outros vinculados à mesma conta”, escreve.

Boatos
Segundo a reportagem, Dallagnol comenta saber de “um boato” ouvido de procuradores paulistas de que parte do dinheiro mantido por Paulo Preto em contas no exterior pertenceria a Mendes. “Mas esse boato existe mesmo?”, pergunta o procurador Athayde Ribeiro da Costa.

“Pessoal da FT-SP disse que essa info chegou a eles”, responde Julio Noronha em referência aos colegas paulistas.


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