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09 de agosto de 2019, 16h12

Vaza Jato: Dallagnol tinha Dodge como inimiga e cogitou vazamento para minar PGR

"Podemos pressionar de modo mais agressivo pela imprensa", escreveu Dallagnol em um chat com procuradores da Lava Jato; sua intenção era vazar informações como forma de pressionar a PGR a homologar delações premiadas

Foto: Leonardo Prado/Secom/PGR/Arquivo

A versão brasileira do jornal espanhol El País, em parceria com o The Intercept Brasil, divulgou nesta sexta-feira (9) novas conversas entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que mostram que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, era vista como inimiga entre o núcleo da Lava Jato.

Em uma das conversas, o chefe da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, chegou a dizer que sentia saudades do antigo PGR, Rodrigo Janot.

Em 2017, antes de Dodge ser confirmada como procuradora-geral, Dallagnol expressou preocupação e incômodo com a proximidade da atual chefe do MPF com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, principal “inimigo” da Lava Jato na Corte.

Já em março de 2018, Dallagnol cogitou vazar informações à imprensa como forma de pressionar Dodge a homologar delações premiadas, como a do ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro, aquele que incriminou o ex-presidente Lula no processo do triplex do Guarujá.

“Podemos pressionar de modo mais agressivo pela imprensa”, afirmou o procurador em um chat do Telegram. Em outra mensagem, disparou: “A mensagem que a demora passa é que não tá nem aí pra evolução as investigações de corrupção”.

Procurada pelo El País, a assessoria de imprensa da PGR informou que “não se manifesta acerca de material de origem ilícita”. Os procuradores da Lava Jato também decidiram não tecer comentários sobre os diálogos divulgados.

Confira a íntegra da reportagem aqui.


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