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18 de julho de 2019, 09h00

Vaza Jato: Moro diz que reportagem da Folha é “sensacionalismo”, em novo ataque à imprensa

Sobre sua interferência nos acordos de delação, Moro afirma que o juiz tem "não só o poder, mas o dever legal de não homologar ou de exigir mudanças", sem dizer no entanto que isso só pode ser feito após o acordo ter sido fechado e não como orientação durante as negociações

Moro em audiência no Senado (/Foto:Isaac Amorim/MJSP)

O ministro da Justiça, Sergio Moro, atacou mais uma vez nesta quinta-feira (18) a atuação da imprensa para criticar a série de reportagens da Vaza Jato, que tem comprovado a atuação ilegal e parcial dele quando atuou como juiz dos processos conduzidos pela operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba.

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Após divulgação de novos diálogos, que revelam que ele interferiu nas negociações de acordos de delação premiada feitos pelos procuradores, Moro foi ao Twitter dizer que não pode concordar com “sensacionalismo e violação criminosa de privacidade”.

Na terça-feira (16), Moro foi duramente criticado por classificar a série de reportagens, divulgadas a partir de conversas obtidas pelo site The Intercept, como “campanha contra a LavaJato e a favor da corrupção” que “está beirando o ridículo”.

Sobre sua interferência nos acordos de delação premiada, revelada pela Folha, Moro afirma que o juiz tem “não só o poder, mas o dever legal de não homologar ou de exigir mudanças em acordos de colaboração”, sem dizer no entanto que essa mudança só pode ser feita após o acordo ter sido fechado e não como orientação durante as negociações entre o MPF e advogados de defesa.

Na reportagem divulgada nesta quinta, Moro determina condições para homologar delações negociadas por procuradores da Lava Jato em Curitiba.

No primeiro acordo fechado com executivos de uma grande empreiteira – a Camargo Corrêa -, em 2015, Moro determinou ao procurador Carlos Fernando Santos Lima que acrescentasse pena de prisão de um ano para assinatura do acordo com Dalton Avancini e Eduardo Leite, executivos da empresa que estavam presos em Curitiba em caráter preventivo.


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