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16 de fevereiro de 2018, 10h36

Veja quem é e o que pensa o general Walter Souza Braga Netto

O general que vai comandar a intervenção militar no Rio ressaltou que vê "com reservas" o uso das tropas nessas ações

O general Walter Souza Braga Netto. Foto: Reprodução CML

O general Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste (CML), interventor militar que ficará à frente das forças de segurança do Rio de Janeiro, foi um dos nomes no comando da segurança durante a Olimpíada em 2016.

O novo comandante é natural de Belo Horizonte (MG). Ao longo de sua carreira, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste.

Durante os Jogos Rio 2016, atuou como coordenador-geral da Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do CML. Antes de assumir o CML era comandante da 1ª Região Militar (Região Marechal Hermes da Fonseca).

O general assumiu o CML, em substituição ao general de Exército Fernando Azevedo e Silva, em setembro de 2016.

Além da atuação no Rio de Janeiro, o general também foi uma das lideranças que integrou a ação que envolveu as Forças Armadas na crise da segurança no Espírito Santo, em fevereiro de 2017. Na ocasião, foi realizado um reforço na segurança em municípios do estado devido ao aumento da violência, batizada de “Operação Capixaba”. Naquela época, reivindicando melhores condições de trabalho, parentes de policiais militares acamparam em frente aos batalhões, impedindo a saída dos agentes de segurança.

“Reservas”

Em 28 de agosto, ao ministrar palestra no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Centro do Rio, Braga Netto traçou um panorama do emprego das Forças Armadas nas Operações de GLO e citou os exemplos da atuação no Rio e no Espírito Santo. O general ressaltou que vê “com reservas” esse uso das tropas, mas destacou que as Forças estão prontas para cumprir o dever em casos de emergências.

Na visão de Braga Netto, tais operações têm alto custo financeiro, social, de imagem e até psicológico. O general frisou que o uso das Forças Armadas não seria necessário se os estados tivessem políticas de segurança pública e social mais eficientes. Ele apresentou estatísticas dos órgãos de segurança estaduais que sustentavam — na análise de ações federais e conjuntas — resultados considerados bons em prisões de suspeitos, apreensão de armas e queda da criminalidade em médio prazo.

Comando Militar do Leste

O Comando Militar do Leste é responsável por coordenar, controlar e executar as atividades administrativas e logísticas do Exército Brasileiro nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Abrange 141 organizações e mais de 50 mil militares, o que significa 24% do efetivo da Força Terrestre, formando assim a maior concentração de tropas e escolas militares da América Latina.

 


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