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04 de abril de 2019, 09h18

Vélez diz que é amigo de Santos Cruz e que intervenção militar no MEC é “colaboração fraterna”

Em meio a um processo de fritura pelo embate entre militares e olavettes na pasta, que faz com que ele balance no comando do ministério, Velez-Rodriguez disse que conheceu Olavo há mais de 20 anos "porque ele é um pensador que explicita os conceitos fundamentais da ala conservadora da sociedade brasileira"

Ricardo Vélez-Rodriguez (Foto: Andre Sousa/MEC)

Em entrevista a Fabio Murakawa e Carla Araújo na edição desta quinta-feira (4) do Valor Econômico, o ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez, minimizou a “intervenção branca” que sofre dos militares na pasta e a influência do guru, Olavo de Carvalho – a quem conhece há mais de 20 anos – em sua gestão.

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Rodeado por militares, entre eles o brigadeiro Machado Vieira, colocado no posto na semana passada por influência do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, Vélez-Ricardo disse que não sofre “intervenção branca”. “É colaboração fraterna e efetiva. E o senhor brigadeiro é uma pessoa que trabalha na equipe. Valorizo muito a sua performance pelos cargos que ocupou na Aeronáutica, no Ministério da Defesa”, disse, ressaltando que o militar teria sido escolha sua.

Em meio a um processo de fritura pelo embate entre militares e olavettes na pasta, que faz com que ele balance no comando do ministério, Velez-Rodriguez disse que conheceu Olavo há mais de 20 anos “porque ele é um pensador que explicita os conceitos fundamentais da ala conservadora da sociedade brasileira”.

Dizendo que segue a “lógica aristotélica”, ele negou que Olavo seja um “oráculo” para ele – que prefere o pai do liberalismo político, John Locke – e que vê as críticas do guru dirigidas a ele “como fenômeno metereológico”.

“As pessoas, quando se emocionam, quando deixam a razão pendurada no cabide, começam a falar com as emoções e falam coisas que não deveriam ser faladas num debate sereno, num debate racional. Esse tipo de expressão injuriosa não levo em consideração”, disse.

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