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11 de agosto de 2017, 19h08

Vice-líder do Governo na Câmara e Ministro do Trabalho não teriam sido eleitos, se o “distritão” já valesse em 2014

O deputado Beto Mansur (PRB-SP) e o atual ministro Ronaldo Nogueira (PTB-RS) foram dois dos parlamentares que se beneficiaram pelo atual sistema de voto proporcional.

Da Redação

Nesta semana, a comissão especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda Constitucional sobre reforma política aprovou o chamado ‘distritão’ – sistema onde são eleitos os deputados com mais votos, eliminando o voto proporcional. Porém, para que possam valer já nas eleições de 2018, essas mudanças precisam passar – até setembro – pelos plenários da própria Câmara e do Senado.

Com isso, um importante articulador de Temer na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), não teria sido eleito em 2014 – caso já valesse esse sistema aprovado na comissão. O atual vice-líder do Governo terminou a disputa daquele ano com pouco mais de 31 mil votos, insuficientes para ficar entre os primeiros do “distritão”.

Outro que também teria ficado de fora é o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que somou 77 mil votos na ocasião. Atualmente o parlamentar é Ministro do Trabalho de Temer.

Vale ressaltar que essa matéria não estava prevista no texto original da PEC 77/03, de relatoria do deputado Vicente Candido (PT-SP). A proposta de Candido mantinha o sistema proporcional até 2020 e propunha a mudança para o voto distrital misto a partir das eleições de 2022. O “distritão” surgiu no debate a partir de um destaque proposto pelo PMDB, que acabou vencendo a ideia inicial de Candido, por 17 votos a 15.

Confira neste final de semana, a série especial da Fórum sobre o que mudaria na Câmara dos Deputados com o “distritão”, se ele estivesse em vigor nas eleições de 2014.

Fonte: dados oficiais TSE

Fotos: Marcelo Camargo/ Agência Brasil e Lúcio Bernardo JR/ Câmara dos Deputados

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