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12 de setembro de 2019, 16h13

Vídeo: Deputado bolsonarista oferece R$ 10 mil do próprio bolso para quem matar criminoso

O parlamentar capixaba é capitão aposentado da Polícia Militar

Foto: Reprodução

O deputado estadual Capitão Assumção (PSL-ES) ofereceu, nesta quarta-feira (11), no plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, R$ 10 mil do próprio bolso para quem matar o criminoso que, no mesmo dia, assassinou uma mulher em frente à filha de 4 anos, em Cariacica (ES).

O parlamentar é capitão aposentado da Polícia Militar.

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“R$ 10 mil do meu bolso para quem mandar matar esse vagabundo. Isso, não merece estar vivo não. Eu tiro do meu bolso para quem matar esse vagabundo aí”, afirmou Assumção no plenário da Casa.

“Não vale dar onde ele está localizado. Tem que entregar o cara morto, aí eu pago. Porque vagabundo, vagabundo, que tira a vida de inocente vai lá usar o sistema para ser beneficiado?”

Em entrevista à TV Gazeta, o deputado confirmou o discurso no plenário e disse não considerar a antiético ou criminoso o conteúdo de seu discurso.

“Eu não vou modificar nada do que eu falei e vou tratar essa questão dentro do parlamento e da imunidade parlamentar. Antiético é essa barbárie cometida com os capixabas. O cidadão perdeu o direito de ir e vir, e quem está tendo todas as garantias do estado é o bandido. Isso que está errado”, disse.

O que diz o PSL no ES

O presidente do PSL no Espírito Santo, Carlos Manato, citou que o deputado Capitão Assumção tem imunidade parlamentar. Segundo Manato, o parlamentar tem liberdade para falar o que quiser, mas não reflete o posicionamento do partido.

De acordo com presidente da sigla, o partido entende que a apuração de crimes deve seguir a lei e que os criminosos devem ser presos. “O PSL não concorda com o que o deputado Capitão Assumção disse”, afirmou Manato.

Ministério Público

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou, por meio de nota, que acompanha o caso e analisa o teor das declarações do deputado para então se manifestar sobre o caso.

Especialistas ouvidos pelo G1 dizem que o discurso pode ser considerado crime e extrapola a imunidade parlamentar, além de ferir o estado democrático de direito.

 

 


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