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31 de outubro de 2019, 16h37

Vídeo: Eduardo Bolsonaro enfrenta pai e continua a defender novo AI-5

Mesmo diante do repúdio generalizado contra sua declaração defendendo a volta de um regime militar, incluindo o do seu próprio pai, Eduardo Bolsonaro segue defendendo a instauração de um novo AI-5 contra um possível levante popular; assista

Eduardo e Bolsonaro no hospital em São Paulo (Reprodução)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não se abalou com a iminência de cassação de seu mandato por conta das declarações pregando um novo AI-5 e não mudou de opinião nem mesmo com a suposta posição contrária de seu próprio pai, o presidente Jair Bolsonaro. “Quem quer que seja que fale de AI-5 está sonhando. Está sonhando. Não quero nem ter notícia”, disse o presidente em entrevista após a péssima repercussão dos anseios antidemocráticos de seu filho.

Eduardo, no entanto, segue defendendo o Ato Institucional de número 5, instaurado em dezembro de 1968 pela ditadura, que resultou na perda de mandatos de parlamentares e ministros do STF, intervenções em estados, municípios e organizações civis, além da suspensão de garantias constitucionais que resultaram na institucionalização da tortura pelo Estado.

“O QUE FOI O AI-5? Dilma, Lula, Franklin Martins, Marighella, Lamarca e outros trouxeram pânico e terror ao Brasil no final dos anos 1960 e início dos 70. Hoje a estratégia se repete no Chile e a esquerda brasileira está louca para trazer isso para o Brasil”, escreveu o ex-aspirante a embaixador como legenda de um vídeo postado em seu Twitter na tarde desta quinta-feira (31). No vídeo, ele aparece dizendo que não permitirá que a esquerda “radicalize”, em referência aos levantes populares que vêm acontecendo em países da América Latina, como Chile e Equador.

Repúdio

Além do repúdio de inúmeros parlamentares, a declaração de Eduardo, incluindo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o próprio PSL, partido do presidente e de seu filho, se colocou de maneira contrária às aspirações antidemocráticas de seu filiado.

“A simples lembrança de um período de restrição de liberdades é inaceitável […] Não podemos permitir que sejam abalados pilares democráticos caros, como a tolerância, a prática de aceitar o contraditório, as críticas e o trabalho importante da imprensa, que deve ser livre, sem amarras de qualquer tipo. O PSL é contra qualquer iniciativa que resulte em retirada de direitos e garantias constitucionais”, diz trecho de nota oficial divulgada pela legenda.

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