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03 de outubro de 2018, 18h48

Vinte reitores e ex-reitores de universidades federais declaram apoio a Haddad

Reitores e ex-reitores de universidades federais assinaram uma carta em que reconhecem o legado de Haddad como ministro da Educação e manifestaram apoio ao candidato ao reconhecerem, em seu plano de governo, as políticas de valorização e expansão do Ensino Superior. Leia

Foto: Ricardo Stuckert

Vinte reitores e ex-reitores de universidades federais de todas as regiões do país elaboraram, nesta quarta-feira (3), uma carta de apoio ao candidato à presidência Fernando Haddad (PT).

Na carta os dirigentes universitários e professores lembram do legado de Haddad enquanto Ministro da Educação, com a expansão das universidades, programas como ProUni, Fies e Reuni, além do investimento maior no setor, e declaram apoio à candidatura de Haddad com base em seu plano de governo.

“Ao identificar no Programa “O Brasil Feliz de Novo” as respostas que retomam as políticas de valorização e expansão da educação superior, nós dirigentes e ex-dirigentes de universidades no Brasil, manifestamos nosso apoio ao candidato Fernando HADADD (13) para presidente da República Federativa do Brasil”, escreveram.

Confira a íntegra da carta.

As universidades brasileiras, patrimônio da nossa sociedade, são comprometidas com o desenvolvimento econômico e a justiça social, responsáveis pela formação cultural e pela produção de mais de 90% do conhecimento científico e inovação tecnológica do País. Para além, desses compromissos programáticos que apontam para o desenvolvimento com inclusão social, para a soberania nacional, com base na educação, ciência, tecnologia e inovação, nos move também o compromisso com os valores da democracia, o respeito às diferenças e aos direitos humanos.

Além da formação acadêmica e profissional, as universidades possuem uma rede de equipamentos públicos e serviços que atendem à população nas mais diversas áreas, incluindo hospitais universitários de alta complexidade, vinculados ao Sistema Único da Saúde.

Dispõem ainda de clínicas e laboratórios, museus, cinemas, escolas de música, teatro e dança, agências de inovação, incubadoras de empresas de base tecnológica e parques de ciência e tecnologia, complexos esportivos, grupos de direitos humanos, que muito contribuem para o bem-estar social de nossa população.

Nas administrações dos governos Lula e Dilma, as universidades e os institutos federais de educação receberam consistentes investimentos para sua manutenção, além de serem expandidos para todas as regiões do país, por meio de políticas públicas, como o REUNI, PROUNI e o FIES, com ênfase na sua interiorização. Nesse período, as universidades exerceram um importante papel social ao incluírem alunos de todas as origens sociais, raças e etnias, oferecendo-lhes oportunidades de maior desenvolvimento humano, proporcionado pela educação.

Quando exerceu o cargo de Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad manteve permanente diálogo com os reitores e sempre respeitou a autonomia das universidades, criou novas universidades e implantou diversos campi em todo o país. Ampliou-se também a cooperação multilateral e a integração universitária do Brasil com o mundo, especialmente, com a América Latina, Caribe e África, na perspectiva de um amplo desenvolvimento do País e possibilitando sua inserção na produção internacional da ciência e inovação tecnológica. Como consequência destes investimentos, o Brasil passou da 23ª para a 13ª posição entre as nações que mais produzem ciência.

Com o desmonte do Estado e o retrocesso dos direitos conquistados pela sociedade brasileira nos dois últimos, este enorme patrimônio está sob ameaça de destruição, sobretudo pela política atual para a educação pública, uma das consequências da Emenda Constitucional nº 95/2016 que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o novo regime fiscal, e dá outras providências, congelando os gastos públicos por 20 anos. Essa realidade atinge também os institutos federais de educação tecnológica, os de pesquisa como a FIOCRUZ, dentre outros.

Ao identificar no Programa “O Brasil Feliz de Novo” as respostas que retomam as políticas de valorização e expansão da educação superior, nós dirigentes e ex-dirigentes de universidades no Brasil, manifestamos nosso apoio ao candidato Fernando HADADD (13) para presidente da República Federativa do Brasil.

– Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

– Arquimedes Diógenes Cilone – Universidade Federal de Uberlândia – UFU

– Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

– Dilvo Ristoff – Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS

– Carlos Fernando de Araújo Calado – Universidade de Pernambuco- UPE

– Hélgio Trindade – Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade da Integração    Latino-Americana – UFRGS E UNILA

– Jesualdo Pereira Farias –Universidade Federal do Ceará –  UFC

– João Luiz Martins – Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP

– José Ivonildo do Rêgo – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

– Maria Beatriz Luce – Unipampa

– Maria Lucia Cavalli Neder – Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT

– Mauro del Pino – Universidade Federal de Pelotas – UFPel

– Neroaldo Pontes de Azevedo –Universidade Federal da Paraíba –  UFPb

– Newton Lima Neto – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar

– Nilma Gomes Lima – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira -Unilab

– Osvaldo Batista Duarte Filho – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar

– Paulo Speller – Universidade Federal do Mato Grosso –  UFMT

– Targino de Araujo Filho – Universidade Federal de São Carlos –  UFSCar

– Ulrika Arns – Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA

– Wrana Maria Panizzi – UFRGS – – Universidade Federal do Rio Grande do Sul


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