sexta-feira, 25 set 2020
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Zambelli casou em igreja investigada por assédio, tortura e estupro

Antes de celebrar seu casamento em um templo maçônico de Brasília, com direito a ritos militares e discurso de Sergio Moro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) escolheu a igreja Arautos do Evangelho para realizar seu casamento no religioso, em dezembro do ano passado. A instituição, no entanto, acumula mais de 40 denúncias no Ministério Público. Parte delas envolvendo abuso sexual, castigos físicos, manipulações psicológicas, exorcismos em menor de idade e morte.

Em uma das denúncias, o fundador, monsenhor João Clá Dias, de 80 anos, é acusado de abuso sexual por uma jovem órfã de mãe, hoje com 27 anos, que veio ao Brasil estudar os religiosos. Em carta, ela relata que, aos 12 anos, foi abusada pelo líder, que tocou seus seios e nádegas e a beijou. Outro fiel afirma que foi drogado e internado em uma clínica psiquiátrica pelos Arautos sem autorização da família.

Em 2017, o Vaticano abriu uma investigação contra a igreja, quando o próprio papa Francisco nomeou o cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida, como interventor da ordem.

Em dezembro, Zambelli escreveu nas redes sociais que a igreja era “conservadora e abençoada”. “Hoje mais tarde e aqui será o dia do nosso casamento no religioso, em uma capela para 50 pessoas, vamos trocar os votos sob a bênção da Sagrada Família, dos Arautos do Evangelho, uma igreja conservadora e abençoada”, disse.

Redação
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