Zambelli sugere que Joice Hasselmann desmontou cena do crime para destruir provas

Insinuação foi feita num tuíte irônico, no qual a bolsonarista afirma que “deputados” deveriam saber que perícia é fundamental para elucidar um caso policial. Ela ainda “estimou melhoras” à vítima

A deputada federal Carla Zambelli foi ao Twitter para sugerir que sua colega de Câmara (do mesmo partido, mas em lados opostos), e ex-amiga, Joice Hasselmann teria desmontado a cena do suposto atentado que ela diz ter sofrido (no qual teria sido espancada) com a finalidade de dificultar o esclarecimento do caso.

Zambelli, em tom irônico, diz que “se você acordar com lesões, numa poça de sangue e não lembra o que aconteceu, deve-se preservar a cena do crime e ligar para a polícia”. Ela reitera ainda que a perícia é fundamental para a elucidação de qualquer delito e encerra a mensagem “estimando melhoras a Joice”

Atentado a uma parlamentar?

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) foi às redes sociais nos últimos dias para contar um episódio, ainda não esclarecido, em que acordou dentro do apartamento funcional onde mora em Brasília, sobre uma poça de sangue e com várias marcas de violência, que resultaram em cinco ossos da face, um do pescoço e uma costela fraturados, dentes quebrados e hematomas pelo corpo. 

O caso, envolto em mistério e mal explicado até o momento, teria ocorrido na madrugada de sábado (17) para domingo (18), no imóvel onde ela fica quando está na capital federal e que é de propriedade da Câmara. Ela teria ido dormir normalmente após assistir a uma série de TV, enquanto seu marido, o neurocirurgião Daniel França, já dormia em outro quarto do apartamento, pois tem problemas de ronco.

A partir desse ponto, o que se sabe é que Joice teria acordado já de manhã, no chão de seu dormitório, com o rosto sobre uma poça de sangue e aparentemente confusa, sem se lembrar de nada. A deputada teria, então, passado a desconfiar que alguém entrou no local, a dopou e posteriormente a agrediu.

Só então Joice avisou o esposo sobre o ocorrido, ligando para ele no telefone celular, mesmo estando o médico dormindo em outro quarto do imóvel, a pouco metros de onde a parlamentar acordara. Daniel França afirmou à polícia que não ouviu nada durante a noite em supostamente teria ocorrido o ataque.

Numa entrevista ao site metrópoles, a ex-bolsonarista afirmou ter dois suspeitos para o que classifica como um “atentado por razões políticas”, embora não tenha dito quem são, limitando-se a entregar os nomes à Polícia Legislativa, à Polícia Civil de São Paulo e à Ouvidoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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Henrique Rodrigues

Jornalista e professor de Literatura Brasileira.