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28 de março de 2019, 08h37

Zé Dirceu diz que militares estão com governo e vão comemorar golpe: “Não vamos nos iludir”

Para ele, o cancelamento da ida de Bolsonaro ao Mackenzie nesta quarta é de um “simbolismo fantástico”

Foto Lula Marques

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, declarou na noite desta quarta-feira (27), em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), que “o governo de Jair Bolsonaro (PSL) é militar, com alguns civis, e a liberdade das pessoas está em jogo. Mas o país está percebendo os problemas”, disse.

“Não vamos nos iludir sobre o caráter autoritário desse governo, totalitário desse governo, que ameaça a liberdade dos brasileiros e brasileiras. Não vamos nos iludir com as Forças Armadas, são conservadores. Eles estão comprometidos com esse governo e vão comemorar o dia 31.”

Dirceu esteve na cidade para o lançamento de sua autobiografia “Zé Dirceu – Memórias, volume 1” (editora Geração). Na ocasião, ele disse ainda que “o Brasil está fazendo concessões aos EUA sem ter nada em troca”.

“Esse governo é um governo militar, com civis. É só observar, gabinete do presidente é militar, o Palácio do Planalto é militar, os ministérios da Infraestrutura e Ciência e Tecnologia, o controle sobre a Educação e Relações Exteriores, estão desconstituindo os poucos civis que ficaram na Educação e não eram militares. Relações Exteriores é pior, é da família Bolsonaro”, disse.

O ex-ministro citou ainda o discurso inflamado do presidente na avenida Paulista, uma semana antes da eleição, e a não ida do presidente nesta quarta à Universidade Presbiteriana Mackenzie como exemplos.

“É a liberdade que está em jogo. Se vocês perceberem, os jovens e as mulheres já perceberam. Há no país um sentimento claro que começa a se mover, como se fosse um vulcão que vai começar…”, disse.

Para Dirceu, o cancelamento da ida de Bolsonaro ao Mackenzie nesta quarta é de um “simbolismo fantástico”.

Após protesto de estudantes na universidade, na manhã desta quarta, Bolsonaro cancelou a ida ao local e transferiu a agenda ao Comando Militar do Sudeste, também na capital.

Ele se referia ao histórico confronto entre grupos de estudantes do Mackenzie e da USP na rua Maria Antônia, que em 2018 completou 50 anos.

Com informações da Folha


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