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14 de julho de 2017, 10h54

Por exigência da comunidade LGBT, Metrô de Londres não usa mais “senhoras e senhores”

A mudança é consequência de quase um ano de campanha dos grupos LGBT. Eles reclamavam que o idioma atual era educado, mas desatualizado.

A mudança é consequência de quase um ano de campanha dos grupos LGBT. Eles reclamavam que o idioma atual era educado, mas desatualizado. Da Redação* Quem já usou o metrô de Londres está familiarizado com os divertidos anúncios dos condutores, seguidos pela saudação: “senhoras e senhores”. Pois, é. Acabou. O serviço de transportes de Londres anunciou que a equipe do Metrô vai trocar a saudação para o “olá a todos”, assim mesmo, neutro em termos de gênero. A atitude é um esforço para que todos os passageiros se sintam bem-vindos. A frase também será incorporada nos anúncios pré-gravados e nos...

A mudança é consequência de quase um ano de campanha dos grupos LGBT. Eles reclamavam que o idioma atual era educado, mas desatualizado.

Da Redação*

Quem já usou o metrô de Londres está familiarizado com os divertidos anúncios dos condutores, seguidos pela saudação: “senhoras e senhores”. Pois, é. Acabou.

O serviço de transportes de Londres anunciou que a equipe do Metrô vai trocar a saudação para o “olá a todos”, assim mesmo, neutro em termos de gênero. A atitude é um esforço para que todos os passageiros se sintam bem-vindos. A frase também será incorporada nos anúncios pré-gravados e nos cartazes feitos na rede de transporte.

“Revisamos a forma que usamos em anúncios e em outros lugares para garantir que tudo fique totalmente inclusivo, refletindo a grande diversidade de Londres”, disse Mark Evers, diretor de estratégia de clientes da agência.

A mudança é consequência de quase um ano de campanha dos grupos LGBT. Eles reclamavam que o idioma atual era educado, mas desatualizado. “A linguagem é extremamente importante para a comunidade lésbica, gay, bi e trans”, afirmou o grupo LGBT, Stonewall, em um comunicado. “Congratulamo-nos com os anúncios neutros em termos de gênero no metrô, pois assegurará que todos – independentemente de como se identifiquem – se sintam contemplados”.

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O movimento pela adaptação da linguagem no metrô de Londres começou depois que a ativista transgênero, Aimee Challenor, teve uma experiência desconfortável com a linha de atendimento do cartão de pagamento do sistema. Depois que ela deu seu nome, a operadora do telefone disse que ela não “soava como uma dama”. Challenor disse que ficou “chocada” com o comentário e exigiu que o prefeito de Londres, Sadiq Khan, pedisse desculpas. Ele não só se desculpou, como prometeu investigar formas de aumentar a conscientização na empresa.

“As pessoas dizem que isso é uma coisa muito pequena, mas são essas pequenas coisas que podem melhorar as nossas vidas”, disse Challenor ao Evening Standard. “Londres é uma cidade em que eu amo viajar”, disse ela. “Mas esses anúncios estão errados. Estamos no século 21, e não no 19”.

O prefeito Khan disse à BBC que os locutores do metrô da cidade deveriam falar de maneira mais neutra. “A empresa serve a uma cidade vibrante, diversa e multicultural”, disse ele. “Estou ciente que alguns clientes podem não se relacionar ou se sentir à vontade com a forma como determinados anúncios das estações são feitos”.

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A empresa metroviária de Londres anunciou que começou a treinar seus funcionários. Embora admita que os condutores possam errar as vezes, haverá lembretes regulares.

Nem todos, no entanto, concordam com a mudança. Um londrino postou no Facebook: “Eu fico desesperado com o nosso prefeito. Londres tem tantos problemas. Anúncios em ônibus não são um deles. Outro ainda disse: “Ridículo, o que há de errado com “senhoras e senhores!?”.

*Com informações do Washington Post

Foto: Commons

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