Imprensa livre e independente
13 de março de 2019, 22h04

Porta-voz da presidência diz que massacre em escola não tem relação com decreto de Bolsonaro

No entanto, boa parte das reações entre os políticos foi na direção oposta à do comentário de Otávio Rêgo Barros e associam a tragédia ao projeto de flexibilização da posse de armas

Foto: Agência Brasil
O general Otávio Rêgo Barros, porta-voz da presidência de República, como não poderia deixar de ser, saiu em defesa de Jair Bolsonaro. Ele declarou, nesta quarta-feira (13), que a morte de dez pessoas na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, não tem relação com o decreto assinado pelo presidente, que flexibiliza a posse de armas. “O evento em São Paulo não tem relação direta com os projetos propostos pelo nosso presidente no seu programa de governo e a partir da sua assunção do governo, capitaneados também pelo Ministério da Segurança”, afirmou. Rêgo Barros respondeu a um...

O general Otávio Rêgo Barros, porta-voz da presidência de República, como não poderia deixar de ser, saiu em defesa de Jair Bolsonaro. Ele declarou, nesta quarta-feira (13), que a morte de dez pessoas na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, não tem relação com o decreto assinado pelo presidente, que flexibiliza a posse de armas.

“O evento em São Paulo não tem relação direta com os projetos propostos pelo nosso presidente no seu programa de governo e a partir da sua assunção do governo, capitaneados também pelo Ministério da Segurança”, afirmou.

Rêgo Barros respondeu a um questionamento sobre se o governo vai fazer alguma ação por meio do Ministério da Educação.

“Naturalmente nós estamos muito tocados pelo evento e nós estamos a imaginar onde nós podemos colaborar para que coisas semelhantes a essa jamais retornem a acontecer no nosso país. Mas no momento, o governo não tem como adiantar e sequer teve tempo de pensar sobre eventuais campanhas ou coisas semelhantes”, completou.

Veja também:  Moro depende de Bolsonaro para sobreviver, afirmam lideranças do Congresso

Reações contrárias

Boa parte das reações à tragédia na escola de Suzano, no entanto, foi na direção oposta à da declaração de Rêgo Barros. O ex-presidente Lula, em mensagem, disse: “Toda solidariedade aos alunos e trabalhadores da escola Raul Brasil e aos familiares das vítimas que hoje enfrentam essa terrível tragédia. Que aqueles que incentivam a cultura do ódio e da violência entendam que não precisamos de mais armas para que massacres como o de Suzano não se tornem cotidianos em nosso país. O Brasil precisa de paz”.

A ex-presidente Dilma também se manifestou: “O absurdo estarrecedor é que, neste trágico dia em que assistimos à morte de 10 pessoas e o ferimento de outras 9, o Presidente da República tenha o desplante de anunciar uma lei propondo maior acesso a armas”, afirmou.

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum