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25 de junho de 2019, 10h21

Porta-voz de Bolsonaro é preterido pelo Alto Comando do Exército para se tornar general quatro estrelas

Este foi o segundo sinal de desprestígio enviado pelo ACE a Bolsonaro. Na semana passada, o general Marcos Antônio Amaro dos Santos, responsável pela segurança da ex-presidente Dilma Rousseff durante cinco anos, foi nomeado o novo comandante Militar do Sudeste

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, ficou de fora da promoção para se tornar general quatro estrelas em reunião realizada nesta segunda-feira (24) pelo Alto Comando do Exército (ACE). Otávio concorria à promoção, mas não foi escolhido pelos demais membros. Foram escolhidos o atual secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Valério Stumpf Trindade, e Tomás Ribeiro Paiva, atual comandante da 5ª Divisão do Exército, em Curitiba. Este último foi chefe de Gabinete do ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, que hoje é assessor especial do GSI. O ACE é composto por 16 generais quatro estrelas. As...

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, ficou de fora da promoção para se tornar general quatro estrelas em reunião realizada nesta segunda-feira (24) pelo Alto Comando do Exército (ACE).

Otávio concorria à promoção, mas não foi escolhido pelos demais membros.

Foram escolhidos o atual secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Valério Stumpf Trindade, e Tomás Ribeiro Paiva, atual comandante da 5ª Divisão do Exército, em Curitiba. Este último foi chefe de Gabinete do ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, que hoje é assessor especial do GSI.

O ACE é composto por 16 generais quatro estrelas. As duas vagas ocupadas nesta segunda-feira foram abertas por conta das saídas dos generais Luiz Eduardo Ramos, que hoje chefia o Comando Militar do Sudeste, mas foi escolhido para ser ministro da Secretaria de Governo (Segov), e Mauro Cesar Lorena Cid, chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército.

Desprestígio de Bolsonaro no ACE

Este foi o segundo sinal de desprestígio enviado pelo ACE a Bolsonaro. Na semana passada, o general Marcos Antônio Amaro dos Santos, responsável pela segurança da ex-presidente Dilma Rousseff durante cinco anos, foi nomeado o novo comandante Militar do Sudeste. Amaro foi uma espécie de sombra de Dilma, primeiro na Secretaria de Segurança Presidencial e, depois, como ministro-Chefe da Casa Militar. Em 3 de julho, Amaro vai assumir o posto que pertencia a Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Veja também:  Seis meses de Bolsonaro: três debates e três perspectivas atravessam a esquerda

O Alto Comando continua reunido e deve decidir sobre as promoções até a quinta-feira. A lista com todas as escolhas deve ser publicada até sexta. No documento, constará o destino de cada militar promovido.

Com informações do Globo

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