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31 de janeiro de 2019, 16h25

Povos indígenas brasileiros lideram protestos internacionais do “Janeiro Vermelho”

Manifestantes vão às ruas em várias cidades do mundo segurando cartazes com os dizeres “Sangue Indígena, nenhuma gota a mais!”, “Pare o genocídio no Brasil” e “Bolsonaro: proteja as terras indígenas”

Manifestantes em frente à Embaixada do Brasil em Londres pedem a Bolsonaro que proteja as terras indígenas e pare o genocídio no Brasil – Foto: Rosa Gauditano/APIB/Survival Inúmeros protestos para combater as políticas anti-indígenas de Jair Bolsonaro estão espalhados pelo Brasil e em outros países, de acordo com informações do Portal Survival. Os manifestantes vão às ruas segurando cartazes com os dizeres “Sangue Indígena, nenhuma gota a mais!”, “Pare o genocídio no Brasil” e “Bolsonaro: proteja as terras indígenas”. Os protestos estão sendo promovidos pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), para sua campanha “Sangue Indígena – Nenhuma Gota...

Manifestantes em frente à Embaixada do Brasil em Londres pedem a Bolsonaro que proteja as terras indígenas e pare o genocídio no Brasil – Foto: Rosa Gauditano/APIB/Survival

Inúmeros protestos para combater as políticas anti-indígenas de Jair Bolsonaro estão espalhados pelo Brasil e em outros países, de acordo com informações do Portal Survival. Os manifestantes vão às ruas segurando cartazes com os dizeres “Sangue Indígena, nenhuma gota a mais!”, “Pare o genocídio no Brasil” e “Bolsonaro: proteja as terras indígenas”.

Os protestos estão sendo promovidos pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), para sua campanha “Sangue Indígena – Nenhuma Gota a Mais”, e as atividades deste mês, para o “Janeiro Vermelho”.

Entre outras medidas, Bolsonaro transferiu a Funai para o novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, liderado pela pastora evangélica Damares Alves. Além disso, encorajados pelo presidente e por sua longa história de retórica anti-indígena, aumentaram muito os ataques de fazendeiros e pistoleiros contra as comunidades indígenas.

O território dos Uru Eu Wau Wau, por exemplo, foi invadido, colocando em risco indígenas isolados. Outro caso mostra que centenas de madeireiros e colonos planejam ocupar a terra dos Awá um dos povos mais ameaçados do mundo.

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A APIB afirmou: “Temos o direito de existir! Não vamos recuar. Não vamos hesitar em denunciar esse governo e o agronegócio nos quatro cantos do mundo”.

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) afirmou: “Nós, povos indígenas, estamos na linha de frente das ameaças porque sem território, deixamos de existir”.

Genocídio

O diretor da Survival International, Stephen Corry, declarou: “Tendo sofrido 500 anos de genocídio e massacres, os povos indígenas do Brasil não ficarão intimidados pelo Presidente Bolsonaro, por mais ofensivas e antiquadas que sejam suas opiniões. E é inspirador ver quantas pessoas ao redor do mundo estão ao lado deles.

Os protestos estão acontecendo no Brasil e em Berlim (Alemanha), Madri (Espanha), Milão (Itália), Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), Los Angeles, São Francisco e Washington (EUA), Paris (França), Zurique (Suíça) e outras cidades.

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