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12 de março de 2019, 21h48

“Presidente” Zé de Abreu institui o “Dia Nacional da Coincidência”

O ator, que segue na sua sátira de presidente autoproclamado do Brasil, ironizou a "coincidência" de um dos policiais presos sob a acusação de envolvimento no assassinato de Marielle morar no mesmo condomínio que Jair Bolsonaro

Zé de Abreu é aclamado em aeroporto após se "autoproclamar" presidente (Reprodução)
O ator José de Abreu, que segue sua militância de oposição ao governo Bolsonaro com a sátira de “presidente autoproclamado do Brasil”, ironizou na tarde desta terça-feira (12) a “coincidência” na prisão, mais cedo, dos policiais milicianos acusados de envolvimento no assassinado da vereadora Marielle Franco, há quase um ano. Um dos policiais, Ronie Lessa, apontado como o autor do disparo que vitimou a vereadora e o motorista Anderson Gomes, foi preso em sua casa: um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, o mesmo de Jair Bolsonaro. Zé de Abreu, como é conhecido o ator, então, provocou: “Usando das...

O ator José de Abreu, que segue sua militância de oposição ao governo Bolsonaro com a sátira de “presidente autoproclamado do Brasil”, ironizou na tarde desta terça-feira (12) a “coincidência” na prisão, mais cedo, dos policiais milicianos acusados de envolvimento no assassinado da vereadora Marielle Franco, há quase um ano.

Um dos policiais, Ronie Lessa, apontado como o autor do disparo que vitimou a vereadora e o motorista Anderson Gomes, foi preso em sua casa: um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, o mesmo de Jair Bolsonaro.

Zé de Abreu, como é conhecido o ator, então, provocou: “Usando das prerrogativas do meu cargo de Presidente Autoproclamado, instituo hoje o DIA NACIONAL DA COINCIDÊNCIA”.

Amigo de milicianos 

A prisão dos dois policiais representa mais uma peça do quebra-cabeças para se chegar aos mandantes do assassinato de Marielle Franco e aproxima ainda mais a família Bolsonaro do crime.

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Entre outras evidências, como a de que o filho mais novo de Bolsonaro teria namorado a filha do sargento reformado da PM que foi preso hoje, há o caso das homenagens a milicianos.

Conforme noticiado pelo jornalista Chico Otávio, o mesmo que deu o furo da prisão dos policiais e que foi atacado por Bolsonaro no Twitter, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro condecorou, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira.

Alvos da Operação “Os Intocáveis, os dois são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora do PSOL, em março do ano passado.

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