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08 de agosto de 2016, 15h00

Primeira atleta a usar hijab representando os EUA garante seu lugar na história e fala sobre Trump

Ibtihaj Muhammad é a primeira mulher muçulmana a usar hijab representando os Estados Unidos nas Olimpíada e para ela, Trump tem um discurso de “palavras muito perigosas”.

Ibtihaj Muhammad é a primeira mulher muçulmana a usar hijab representando os Estados Unidos em uma Olimpíada e, para ela, Trump tem um discurso de “palavras muito perigosas” Por Redação A atleta Ibtihaj Muhammad, 30, entrou para a história ao ser a primeira mulher muçulmana a competir vestindo o hijab – véu utilizado por mulheres muçulmanas para cobrir a cabeça – representando os Estados Unidos. Muhammad começou a praticar esgrima com 13 anos por incentivo da mãe, uma vez que o esporte permitiria que a atleta utilizasse o hijab. O véu, como costuma ser chamado no Brasil, não é uma...

Ibtihaj Muhammad é a primeira mulher muçulmana a usar hijab representando os Estados Unidos em uma Olimpíada e, para ela, Trump tem um discurso de “palavras muito perigosas”

Por Redação

A atleta Ibtihaj Muhammad, 30, entrou para a história ao ser a primeira mulher muçulmana a competir vestindo o hijab – véu utilizado por mulheres muçulmanas para cobrir a cabeça – representando os Estados Unidos.

Muhammad começou a praticar esgrima com 13 anos por incentivo da mãe, uma vez que o esporte permitiria que a atleta utilizasse o hijab. O véu, como costuma ser chamado no Brasil, não é uma peça de vestimenta obrigatória em países muçulmanos, com exceção da Arábia Saudita e do Irã.

Em entrevista à BBC, a esgrimista apontou que está entusiasmada em “desafiar os estereótipos e equívocos que as pessoas têm a respeito de mulheres muçulmanas”. Militante pelos direitos dos muçulmanos, Muhammad comentou disse, para a CNN, que o discurso do empresário Donald Trump (candidato republicano à Casa Branca) tem “palavras muito perigosas”, e concluiu:

“Quando esses tipos de comentários [xenofóbicos] são feitos, ninguém pensa como isso realmente afeta as pessoas. Eu sou afro-americana. Eu não tenho outra casa para ir. Minha família nasceu aqui [nos EUA]. Eu cresci em Jersey. Toda minha família é de Jersey. É algo como, bom, para onde eu vou? ”.

Foto: Marie-Lan Nguyen

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