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01 de junho de 2019, 11h55

Primeira-dama pediu alterações na reforma da Previdência e Bolsonaro atendeu

O presidente mandou seus auxiliares revisarem a medida, pois se trata de demanda irrecusável, vindo de quem vem

Foto: Agência Brasil
De acordo com a secretária de Redação da Sucursal de Brasília, Julianna Sofia, em artigo publicado na Folha deste sábado (1), a primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu ao marido que exclua da reforma da Previdência dispositivo que poderia reduzir os direitos de deficientes físicos e intelectuais (grau leve e moderado) a pensões do INSS. E o presidente Jair Bolsonaro (PSL) atendeu. Mandou seus auxiliares revisarem a medida, pois se trata de demanda irrecusável, vindo de quem vem. Outros 277 pedidos vieram da Câmara. O volume 70% maior que o registrado na reforma das aposentadorias de Michel Temer, que naufragou na casa...

De acordo com a secretária de Redação da Sucursal de Brasília, Julianna Sofia, em artigo publicado na Folha deste sábado (1), a primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu ao marido que exclua da reforma da Previdência dispositivo que poderia reduzir os direitos de deficientes físicos e intelectuais (grau leve e moderado) a pensões do INSS.

E o presidente Jair Bolsonaro (PSL) atendeu. Mandou seus auxiliares revisarem a medida, pois se trata de demanda irrecusável, vindo de quem vem.

Outros 277 pedidos vieram da Câmara. O volume 70% maior que o registrado na reforma das aposentadorias de Michel Temer, que naufragou na casa em 2017.

Além deles, diz a jornalista, o PL (ex-PR), legenda que comanda a comissão especial que analisa a nova Previdência, também sugeriu mudança ainda mais abrangente.

Já o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), também pretende modificar pontos considerados vitais para o impacto fiscal calculado pelo governo.

Outros itens sem consenso, como a criação do regime de capitalização e a inclusão dos servidores estaduais na PEC, também devem ser mudados.

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Bolsonaro disse sim a Michelle. Precisará exercitar vocábulo oposto, inclusive com seu PSL, para não ver sua reforma reduzida a cinzas, encerra Sofia.

 

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