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28 de julho de 2017, 08h50

Procurador da Lava Jato critica acordo de delação com a JBS e abre guerra no MP

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato no MP, critica em entrevista à Folha a negociação e a divulgação do acordo de Joesley Batista com a PGR, em Brasília: “Houve um dano de imagem a toda a investigação, que contamina tudo.”   Por Redação*   Em entrevista publicada hoje na Folha de S.Paulo, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato de Curitiba, fala sobre diversos assuntos, como suas postagens em redes sociais, defende que indício é prova, mas pesa a mão nas críticas quando analisa a negociação para a delação do empresário Joesley Batista, da JBS, com...

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato no MP, critica em entrevista à Folha a negociação e a divulgação do acordo de Joesley Batista com a PGR, em Brasília: “Houve um dano de imagem a toda a investigação, que contamina tudo.”

 

Por Redação*

 

Em entrevista publicada hoje na Folha de S.Paulo, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato de Curitiba, fala sobre diversos assuntos, como suas postagens em redes sociais, defende que indício é prova, mas pesa a mão nas críticas quando analisa a negociação para a delação do empresário Joesley Batista, da JBS, com o Ministério Público Federal em Brasília.

“…a JBS, que realmente em termos de comunicação foi muito complicado para o Ministério Público. O acordo é muito mal compreendido pela população. Isso é um erro nosso. Seja porque o benefício talvez tenha sido deferido de uma forma muito leniente, seja porque [o MP] não se preparou adequadamente para comunicar.”

Ele explica que faria o acordo, que tem respeito pelas pessoas que negociaram, mas afirma que esse acordo causou danos à imagem do Ministério Público: “Houve um dano de imagem a toda a investigação, que contamina tudo. De repente, aqui no Paraná, nos vimos tendo que responder sobre isso.”

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Sobre a Lava Jato, afirmou que a operação está na meia idade e caminhando para a velhice, acabando “porque o assunto se esgotou ou porque não existem recursos mais para você trabalhar? Creio que temos os dois fenômenos. Estamos caminhando para o esgotamento do assunto Petrobras. Mas também estamos sofrendo com falta de recursos. Estamos ficando velhos e com reumatismo”, disse.

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