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04 de novembro de 2016, 10h51

Professor de Harvard aponta “presunção de culpa” de Lula por parte da Operação Lava Jato

Para John Comaroff, antropólogo e professor de Harvard, Sérgio Moro deve ser substituído para que a Operação recupere seu caráter isento de partidarismos.

Para John Comaroff, antropólogo e professor de Harvard, Sérgio Moro deve ser substituído para que a Operação recupere seu caráter isento de partidarismos Por Redação* John Comaroff tem 71 anos e leciona na Universidade Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos. O antropólogo tem sido consultado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o uso de leis para finalidades políticas, tema conhecido como “lawfare”, e abordado pela defesa de Lula contra a Operação Lava Jato na figura do juiz Sérgio Moro. Em entrevista, Comaroff apontou que Moro deveria ser substituído para que não haja mais questionamentos sobre a...

Para John Comaroff, antropólogo e professor de Harvard, Sérgio Moro deve ser substituído para que a Operação recupere seu caráter isento de partidarismos

Por Redação*

John Comaroff tem 71 anos e leciona na Universidade Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos. O antropólogo tem sido consultado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o uso de leis para finalidades políticas, tema conhecido como “lawfare”, e abordado pela defesa de Lula contra a Operação Lava Jato na figura do juiz Sérgio Moro.

Em entrevista, Comaroff apontou que Moro deveria ser substituído para que não haja mais questionamentos sobre a isenção do juiz responsável pela operação. Ele explicou que não se pode alegar isenção e inocência ao “ao vazar conversas privadas, mesmo que envolvam 20 pessoas, se Lula está entre elas”, pois “você sabe que é dele que a mídia falará”.

“Isso é ‘lawfare’. Você manipula a lei e cria uma presunção de culpa”, afirmou.

Comaroff ainda atribuiu a Moro “ânsia em acusar” o ex-presidente, uma vez que não é possível crer que medidas contra Lula não impactariam, de forma significativa, a opinião pública, evidenciando um tratamento desigual de matérias que o envolvam em detrimento de outras personagens políticas, partidárias e empresariais.

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A crítica do antropólogo a Moro e ao sistema judicial é contundente: “Certamente há muitos outros juízes capazes no Brasil. Em princípio, se você quer manter o sistema judicial o mais limpo possível, você não perde a oportunidade de evitar conflito de interesse ou atitudes impróprias”, disse.

Ele concluiu apontando a ausência de evidências que, sem sombra de dúvida, comprovem a participação de Lula nos processos de corrupção investigados. “Pelas evidências que temos visto, as várias formas de propina, o apartamento etc., é tudo muito, muito incerto. O ponto levantado pelo juiz Moro é tudo menos conclusivo pelo que foi relatado até aqui”.

*Com informações do Jornal Folha de S.Paulo

Foto: Reprodução Vimeo

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