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14 de maio de 2019, 20h11

Professor de projeto social é assassinado no Complexo do Alemão; moradores acusam a polícia

Segundo informações de moradores da região, a polícia chegou atirando em um dos acessos da favela e Jean Rodrigo Aldrovande estava saindo de seu carro quando foi atingido

Foto: Reprodução
No dia em que dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) apontam que 434 pessoas foram assassinadas por policiais militares ou militares no primeiro trimestre de 2019 no Rio de Janeiro, um recorde na série estatística, que teve início há 21 anos, a política de violência do governador Wilson Witzel, fez mais uma vítima inocente. O professor Jean Rodrigo Aldrovande, que dava aulas de jiu-jitsu em um projeto social no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, foi baleado e assassinado. Segundo informações de moradores da região, a polícia chegou atirando em um dos acessos da favela e ele estava...

No dia em que dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) apontam que 434 pessoas foram assassinadas por policiais militares ou militares no primeiro trimestre de 2019 no Rio de Janeiro, um recorde na série estatística, que teve início há 21 anos, a política de violência do governador Wilson Witzel, fez mais uma vítima inocente.

O professor Jean Rodrigo Aldrovande, que dava aulas de jiu-jitsu em um projeto social no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, foi baleado e assassinado. Segundo informações de moradores da região, a polícia chegou atirando em um dos acessos da favela e ele estava saindo de seu carro quando foi atingido.

Após a ação, moradores realizaram um protesto. Policiais se dirigiram ao local e dispararam bombas de efeito moral para dispersar o ato.

Jean foi atingido ao sair de seu veículo, um Fiat Palio branco, quando estacionou em frente ao projeto social onde dava aulas, num dos acessos ao Complexo do Alemão. No momento em que deixou o automóvel, teve início uma troca de tiros entre policiais militares e traficantes e Jean foi atingido.

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As polícias Civil e Militar, até o momento, não se pronunciaram a respeito da ação.

“Execução”

Pai da vítima, Carlos Alberto Aldrovande, de 65 anos, disse que o filho dava aulas de lutas há sete anos. “Meu filho é morador do Complexo do Alemão desde pequeno. Dava aula de luta há sete anos. Estava chegando para dar aula. Estava na frente do projeto. Foi baleado com um tiro de fuzil na cabeça. Para mim, foi execução”, declarou ao jornal Extra.

Outro morador da região disse que Jean sempre ajudou o bairro. Procurava orientar os garotos que pretendiam se envolver com o crime e tentava levá-los a praticar jiu-jitsu, fazer um esporte.

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