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17 de outubro de 2018, 20h56

Professora é ameaçada na rua: “Fica na sua, se não vai saber o que é um estupro coletivo”

Vanessa Gravino foi abordada por um homem em uma moto no dia 9 de outubro

Foto: Arquivo Pessoal
A professora Vanessa Gravino, presidente do Psol Cotia, diretora da Apeoesp e da Central Intersindical, afirma ter sido ameaçada por um homem na rua no dia 9 de outubro. Segundo Vanessa, ela estava andando quando foi abordada por um sujeito em uma moto que disse: “Não fica assustada que não é um assalto. É só pra você ficar na sua nesse segundo turno. Se não, você vai saber o que é um estupro coletivo”. De acordo com a professora, não foi possível identificar o homem e nem saber de onde veio essa iniciativa. Porém, ela afirma que já tomou todos...

A professora Vanessa Gravino, presidente do Psol Cotia, diretora da Apeoesp e da Central Intersindical, afirma ter sido ameaçada por um homem na rua no dia 9 de outubro. Segundo Vanessa, ela estava andando quando foi abordada por um sujeito em uma moto que disse: “Não fica assustada que não é um assalto. É só pra você ficar na sua nesse segundo turno. Se não, você vai saber o que é um estupro coletivo”.

De acordo com a professora, não foi possível identificar o homem e nem saber de onde veio essa iniciativa. Porém, ela afirma que já tomou todos os cuidados extras para se proteger da ameaça. Mesmo assim, Vanessa acredita que é preciso falar sobre o que aconteceu.

“Eu acho que tem uma questão de ambiguidade no sentimento. A gente quer buscar uma proteção e esses cuidados que já busquei. Mas também acho que não está num momento de ficar calado. Se a gente cala, essas coisas não terão visibilidade. As pessoas acham que é fake news ou que é exagero nosso, mas é um ‘cala a boca’. É importante ter esses cuidados, mas, ao mesmo tempo, colocar essa questão”, afirma a professora.

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Segundo ela, não é possível dizer que essa ameaça tenha vindo de um partido ou candidatura específica, mas que existe um ódio muito grande ganhando força no Brasil e que esse ódio tem direção: principalmente mulheres e a comunidade LGBTI.

“Não é contra um qualquer. É um qualquer que tem um perfil”, afirma. De acordo com a vítima, “não tem como saber de onde veio” a ameaça. “Pode ser um maluco que, nesse segundo turno, está usando esse discurso de ódio”, completa.

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