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25 de maio de 2019, 09h46

Programa Mais Médicos agoniza e caminha para o fim

Decisão tomada pelo governo Bolsonaro renova vagas somente para cidades classificadas como de perfis 4 a 8, ou seja, de maior vulnerabilidade, até que haja a substituição do Mais Médicos por um novo programa

Foto: Divulgação
Um dos principais programas do Ministério da Saúde, responsável por levar atendimento médico a milhares de pessoas que não recebiam esse serviço, principalmente nos lugares mais afastados do país, o Mais Médicos, depois da posse de Jair Bolsonaro, agoniza e se aproxima do fim. De acordo com reportagem de Natália Cancian e João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, o programa registra atualmente ausência de profissionais e enxugamento de vagas, processo que tende a se agravar em cidades de grande porte e em outros municípios no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O problema é consequência de uma medida tomada pelo governo...

Um dos principais programas do Ministério da Saúde, responsável por levar atendimento médico a milhares de pessoas que não recebiam esse serviço, principalmente nos lugares mais afastados do país, o Mais Médicos, depois da posse de Jair Bolsonaro, agoniza e se aproxima do fim.

De acordo com reportagem de Natália Cancian e João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, o programa registra atualmente ausência de profissionais e enxugamento de vagas, processo que tende a se agravar em cidades de grande porte e em outros municípios no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

O problema é consequência de uma medida tomada pelo governo Bolsonaro de prorrogar e renovar vagas somente para cidades classificadas como de perfis 4 a 8, ou seja, de maior vulnerabilidade, até que haja a substituição do Mais Médicos por um novo programa.

De fora

Municípios de perfis 1 a 3, como capitais, municípios em regiões metropolitanas e outras com mais de 50 mil habitantes, ficam fora dos editais e para vagas de reposição.

A Folha obteve dados que apontam que, de 18.240 vagas autorizadas no Mais Médicos, 7.859 estão em cidades com esses perfis 1 a 3.

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“As cidades de perfis 1 a 3 não serão mais prorrogadas”, declarou Mayra Pinheiro, secretária de gestão e trabalho em saúde.

O enxugamento progressivo de vagas e a consequente falta de profissionais nessas cidades preocupam prefeitos e população.

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