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21 de julho de 2018, 16h59

PSOL oficializa candidatura de Boulos: “Ando com sem-teto, não com sem vergonhas”

Convenção do partido homologou, também, o nome da líder indígena Sônia Guajajara para compor a chapa como candidata à vice-presidência

Foto: Reprodução/Facebook Guilherme Boulos Agora é oficial: Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), é o candidato à presidência da República pelo PSOL. A chapa, que tem a líder indígena Sônia Guajajara como vice, foi homologada na convenção deste sábado (21). “Perguntaram como eu quero ser presidente se ando do lado de sem-teto? Digo com muito orgulho que ando do lado de sem-teto, sem-terra, só não andamos ao lado dos sem vergonhas”, disse, em um trecho de seu pronunciamento. Boulos voltou a defender o ex-presidente: “Esta candidatura condena e não aceita a prisão política de Lula. Não...

Foto: Reprodução/Facebook Guilherme Boulos

Agora é oficial: Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), é o candidato à presidência da República pelo PSOL. A chapa, que tem a líder indígena Sônia Guajajara como vice, foi homologada na convenção deste sábado (21). “Perguntaram como eu quero ser presidente se ando do lado de sem-teto? Digo com muito orgulho que ando do lado de sem-teto, sem-terra, só não andamos ao lado dos sem vergonhas”, disse, em um trecho de seu pronunciamento.

Boulos voltou a defender o ex-presidente: “Esta candidatura condena e não aceita a prisão política de Lula. Não é uma questão de candidatura do Lula ou do PT, é uma questão de democracia”, afirmou.

Manteve, ainda, o discurso de união das esquerdas contra a retirada de direitos sociais e o projeto golpista. As propostas do candidato do PSOL visam o combate aos privilégios e à desigualdade social, além do aumento do investimento público, em contrapartida ao ajuste fiscal. Boulos defende, ainda, a realização de uma reforma tributária progressiva e maior atuação dos bancos públicos para calibrar os juros cobrados aos consumidores, segundo reportagem de Marcela Ayres, da Reuters.

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Aos 36 anos, Boulos tem pregado a conciliação no segundo turno dos partidos eu integram o campo progressista. O objetivo é derrotar as siglas que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. É um ferrenho defensor do ex-presidente Lula, alvo de uma injustiça.

Guilherme Boulos é paulista e filho de dois médicos e professores da Universidade de São Paulo (USP), formou-se em Filosofia na mesma instituição. Depois de ministrar aulas na rede pública de ensino estadual, deixou a casa dos pais e se mudou para a Ocupação Carlos Lamarca, do MTST, em Osasco, grande São Paulo. O MTST está presente hoje em 14 Estados do país, tendo realizado mais de 60 ocupações.

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