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20 de junho de 2019, 19h01

“Quem manda sou eu”, diz Bolsonaro após Marcha para Jesus

Jair Bolsonaro deu uma declaração polêmica sobre edição de medida provisória que devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura e ainda atacou jornalistas: "Que que vocês estão querendo? A imprensa aqui é Lula livre, é isso?"

O presidente Jair Bolsonaro, após participação na Marcha para Jesus nesta quinta-feira (20), deu uma declaração polêmica sobre edição de medida provisória que devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura e ainda atacou jornalistas que o questionavam sobre Sérgio Moro. “Quem demarca terra indígena sou eu! Não é ministro. Quem manda sou eu. Nessa questão, entre tantas outras. Eu sou um presidente que assume ônus e bônus”, afirmou Bolsonaro em coletiva de imprensa. A declaração veio um dia depois do MPF se manifestar contra a reedição da MP, que colocou novamente sob responsabilidade do Ministério da Agricultura a...

O presidente Jair Bolsonaro, após participação na Marcha para Jesus nesta quinta-feira (20), deu uma declaração polêmica sobre edição de medida provisória que devolve a demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura e ainda atacou jornalistas que o questionavam sobre Sérgio Moro.

“Quem demarca terra indígena sou eu! Não é ministro. Quem manda sou eu. Nessa questão, entre tantas outras. Eu sou um presidente que assume ônus e bônus”, afirmou Bolsonaro em coletiva de imprensa.

A declaração veio um dia depois do MPF se manifestar contra a reedição da MP, que colocou novamente sob responsabilidade do Ministério da Agricultura a função de demarcar as terras indígenas, antes sob responsabilidade do Ministério da Justiça.

Na coletiva, o presidente também atacou jornalistas que faziam perguntas sobre Sérgio Moro: “O Sérgio Moro é um patrimônio nacional. Que que vocês estão querendo? Vocês querem voltar ao que era antes? A imprensa aqui é Lula livre, é isso? É Lula livre, é o bandido livre? Condenado por três instâncias. Pelo amor de Deus, vamos ser coerentes. Por isso cada vez mais a imprensa cai em descrédito no Brasil. Pelo amor de Deus, pô.”

Veja também:  Movimento negro denuncia Bolsonaro à Comissão de Direitos Humanos da OEA

 

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