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16 de setembro de 2019, 16h55

Ataque com dez drones atinge refinarias de petróleo na Arábia Saudita. Preço dispara

A Arábia Saudita é a maior exportadora de combustível do mundo. A responsabilidade pelo ataque foi assumida pelos Houthis – Por Ana Prestes

Foto: ReproduçãoGlobo News

– A Embaixada Brasileira no Uruguai proibiu a exibição do filme “Chico: Artista Brasileiro”, sobre o músico Chico Buarque, no Festival Cine Brasil 2019, a ocorrer em outubro na cidade de Montevidéu.

– Um ataque com dez drones atingiu duas grandes refinarias de petróleo na Arábia Saudita. Cada uma delas tem capacidade de processamento de até 8,45 milhões de barris de petróleo dia. A Arábia Saudita é a maior exportadora de combustível do mundo. A responsabilidade pelo ataque foi assumida pelos Houthis, grupo contra o qual a Arábia Saudita leva há anos uma guerra no Iêmen. Nos bastidores, sauditas e americanos acusam o Irã pelo ataque. O preço do petróleo mundo afora já disparou e circulam gráficos mostrando que o impacto na produção do petróleo com os ataques já supera todos os anteriores, advindos de conflitos tais como o da revolução iraniana (1979), a invasão do Kuwait pelo Iraque (1990) ou a guerra no Iraque (2003).

– Cerca de 7 milhões de tunisianos foram às urnas ontem para uma eleição presidencial. São 24 os candidatos, incluindo o premiê Yussef Chahed, há três anos no poder. Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta, haverá segundo turno antes de 23 de outubro. As eleições legislativas estão marcadas para 6 de outubro. Segundo o portal da Aljazeera, dois candidatos anti-sistema reclamam a liderança no processo. Um deles é Kais Said, de 61 anos, professor de direito e especialista em direito constitucional. O outro é Nabil Karoui, megaempresário das comunicações, que atualmente está preso em um processo que o investiga por lavagem de dinheiro.

– Se Bolsonaro realmente for à Nova Iorque para discursar na AGNU, ficara o menor tempo possível. Deve chegar na segunda, 23, discursar na terça, 24, e zarpar no dia 25, sem bilaterais, grandes encontros, conferências, niente. As informações estão na imprensa de hoje. A ver.

– Sher Mohammad Abbas Stanikzai, negociador chefe entre os Talibans e o governo dos EUA, disse que o grupo pode lutar por mais 100 anos, caso os EUA não deixem o Afeganistão. Está na imprensa sua declaração: “Esperamos que Trump reconsidere seu anúncio e regresse para onde estávamos”. Ele se refere ao avanço das negociações, cujo acordo inclusive já havia sido firmado pelas partes e culminaria em um encontro em Camp David no final de semana passada, cancelado abruptamente por Trump após um ataque a bomba em Cabul que vitimou um militar norte-americano. Por sua vez, uma delegação dos Talibans foi recebida em Moscou neste final de semana.

– Eles voltaram. Os jalecos amarelos. Durante o final de semana, os protestos mais volumosos e que sofreram repressão mais violenta foram os de Nantes.

– A temperatura voltou a subir nos últimos dias com relação à Venezuela. Após a iminência de reativação do Tiar, o tensionamento na fronteira com a Colômbia, inclusive com a divulgação de fotos de Juan Guaidó com chefes de grupos paramilitares colombianos, fez com que o mundo voltasse novamente os olhos para a América do Sul. Outro fato dos últimos dias foi a chegada de um novo embaixador dos EUA à Colômbia. No final de semana, unidades navais das Forças Armadas venezuelanas atracaram no porto de Maracaibo. A imprensa venezuelana traz também a informação de que mais de 220 mil milicianos venezuelanos receberam 500 mil fuzis durante os exercícios militares do final de semana em Zulia denominados “Venezuela Soberania e Paz Ocidental 2019”.

– O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, alertou ontem que a conjuntura econômica nos EUA está complicada e que não houve o crescimento esperado. Diante disso, o governo Trump buscará um “êxito” na política externa a todo custo. Um sinal de perigo, segundo Rodríguez.

– Na Bolívia, o jornalista Hugo Moldiz, denunciou nos últimos dias a tentativa da oposição de apresentar Evo Morales e seu governo como depredador da natureza. Há dias saem denúncias de que, enquanto o governo se esforça para conter os incêndios, novos focos criminosos vão aparecendo em outros lugares. Segundo Moldiz, os incêndios em Chiquitanía vieram como “anillo al dedo” (anel ao dedo) para a oposição. Ainda no contexto dos incêndios, três bombeiros bolivianos morreram afogados este final de semana enquanto descansavam do trabalho de combate às queimadas na Chiquitania. Evo prestou sua solidariedade via twitter.

– Circula hoje fortemente na América Latina a entrevista de Lula dada a Ignacio Ramonet e ao Prêmio Nobel Adolfo Perez Esquivel. Ramonet se notabilizou por suas longas entrevistas no passado recente com Hugo Chávez e Fidel Castro. Lula diz na entrevista: “quem não elabora uma narrativa, no mundo de hoje, perde a guerra. Estou convencido de que os juízes e os procuradores que montaram a manipulação para me encarcerar não dormem com a tranquilidade que eu tenho. São eles que não têm a consciência tranquila. Eu sou inocente. Mas não fico com os braços cruzados. O que vale é a luta”.

– Algo que não citei nas notas passadas e é bem importante, o PCFR, Partido Comunista da Federação Russa, conquistou 13 cadeiras no parlamento da cidade de Moscou na eleição de 8 de setembro. Eles tinham 5 cadeiras na legislatura cessante. Na verdade, os partidos que apoiam Putin, especialmente o Rússia Unida, perderam um terço de suas posições.

– Israel tem eleições amanhã, dia 17. Benjamin Netanyahu, que já é o primeiro ministro que governou Israel por mais tempo, aumentou sua agressividade e o tom do discurso nos últimos dias. A disputa acirrada será entre o Likud, partido de Bibi, e o Kahol Levan, partido de centro do ex-general Benny Gantz, que também é linha dura em relação aos palestinos, mas mistura menos Estado com religião. Ambos partidos, caso vençam, precisarão do apoio do partido Israel Nossa Casa para formar maioria. Este é dirigido por Avigdor Liberman, ex-ministro da Defesa, igualmente anti-palestina, mas defensor de um estado laico. Bibi prometeu nos últimos dias, em claro apelo eleitoreiro, que se for eleito anexará o Vale do Jordão e a margem norte do Mar Morto, um terço do território da Cisjordânia.

– Hong Kong foi alvo de protestos novamente no final de semana. Já é o decimo quinto final de semana seguido de manifestações. Desta vez houve manifestações de militantes pró-China que agitaram bandeiras chinesas e entoaram o hino. Houve confronto entre os divergentes. Salvini tuitou a respeito, “começamos já. Os portos se abrem sem limites. (…) a Itália volta a ser acampamento de refugiados da Europa”. Salvine acumulava o cargo de vice primeiro ministro com o de ministro do interior, agora ocupado por Luciana Laborgese, uma especialista em imigração. Está em construção um “mecanismo temporário de distribuição automática” de imigrantes resgatados na Europa, segundo informe de Bruxelas. Está programado para o próximo dia 23 um encontro de ministros do Interior da Europa em Malta.

– Bastou Salvini deixar o governo italiano e um desembarque de imigrantes foi autorizado no país. Após 14 semanas sem autorizar nenhum desembarque, o navio Ocean Viking desembarcou 82 imigrantes na ilha de Lampedusa. Os imigrantes serão distribuídos entre cinco países europeus (Itália, França, Alemanha, Portugal e Luxemburgo).

– O partido britânico Liberal Democrata anunciou ontem (15) que passou a adotar uma postura formal de defesa da interrupção do Brexit. O partido possui 18 assentos no parlamento de 650 cadeiras. Eles defendem a revogação do Artigo 50 que em 2017 notificou a UE da intenção da Inglaterra de deixar o bloco.

 


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