Notas Internacionais

por Ana Prestes

11 de março de 2020, 11h15

Itália quer fazer convênio para usar medicamento cubano contra coronavírus

Ana Prestes revela que o Interferón Cubano Alpha (IFNrec) já está sendo utilizado com sucesso na China

Foto: Reprodução

– No processo das prévias democratas, nesta terça (10), foi o dia de consultar os estados de Michigan, Missouri, Mississipi, Idaho, Washington e Dakota do Norte. Até o momento, Biden venceu nos quatro primeiros. Falta fechar a contagem nos demais. Com o favoritismo já dado como certo, Biden começa a fazer um discurso para atrair Sanders e seus apoiadores para derrotar Trump. Acena para a união. Mas, apesar do discurso de vencedor de Biden, os fatos não estão plenamente consumados. Hoje, Biden tem 823 delegados e Sanders, 663. São necessários 1.991 delegados para conquistar a nomeação.

– Já são 110 países em todo o mundo com casos de coronavírus. Uma reportagem do G1 informa que desses, 56 tiveram seu primeiro caso registrado nos últimos dez dias. Os Jogos Olímpicos do Japão, cujo adiamento já é dado como quase certo, podem ocorrer somente daqui um ou dois anos, segundo Haruyuki Takahashi, um dos conselheiros do comitê organizador, em reportagem do The Wall Street Journal. No Brasil, hoje há 35 casos confirmados e 893 suspeitos. No Reino Unido, a ministra da saúde, Nadine Dorries, testou positivo para o Covid 19 e deixou em alerta o parlamento e o famoso número 10 da Downing Street, onde vive e despacha o primeiro-ministro Boris Johnson, após rastrearem por onde a ministra passou nas últimas semanas. Em uma mensagem que postou na sua conta do Twitter, Nadine disse que passa bem, mas que está muito preocupada com sua mãe de 84 anos, que está com ela e começou a sentir os sintomas. Na Itália, o número de infecções já chegou na casa dos 10 mil. Em Roma, a polícia tem feito ronda para garantir o fechamento de restaurantes e cafés às 18h. Um comerciante entrevistado pela globalnews.ca disse que as pessoas “estão aterrorizadas” e que “nunca tinha visto algo assim”. A economia italiana é a terceira entre os 19 países que usam o euro e depende muito da indústria e do turismo, que requer presença humana para se desenvolver. Praticamente todas as companhias aéreas não estão mais voando para a Itália e até a Praça de São Pedro no Vaticano ganhou barricadas. Já na China, a situação se inverteu e agora a preocupação é de quem vem infectado de fora. Um dos medicamentos usados por chineses no combate ao vírus é cubano, o Interferón Cubano Alpha (IFNrec) e, agora, a Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba pediu ao ministro de saúde da Itália, Roberto Speranza, que busque um convênio com Cuba para a produção do medicamento. O Japão é outro país que já buscou Cuba para “saber do medicamento”.

– Trump e Bolsonaro lideram a lista das autoridades públicas que desdenham do coronavírus, enquanto a população tenta tomar medidas básicas de precaução. Ainda em solo americano, Bolsonaro disse à imprensa de Miami que a crise do coronavírus não é isso tudo e que é muito mais uma fantasia propagada pela mídia. Já Trump disse que em abril a crise acaba porque o “calor costuma matar esse tipo de vírus” e se negou a fazer o teste do vírus, após estar em uma reunião com republicanos, onde tinha uma pessoa infectada. Dois deputados republicanos estão voluntariamente em quarentena, após participarem dessa reunião.

– O novo ministro de relações exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, anunciou nesta terça (10) a saída do país da Unasul e seu regresso ao TIAR (tratado interamericano de assistência reciproca) como sinal de alinhamento com países como Brasil, Chile e Colômbia, aliados dos EUA na região. O TIAR, em especial, está sendo usado pelos EUA para desestabilizar a Venezuela e viabilizar uma intervenção militar no país. Sua primeira missão no exterior será para a assembleia geral da OEA, em Washington, no dia 20 de março, quando será eleito o novo ou nova secretária geral. Atualmente, a OEA é dirigida por um uruguaio, Luis Almagro, e sua gestão é permeada por muitas críticas, especialmente, por seu apoio a processos golpistas, como o mais recente na Bolívia, em que a OEA foi instrumento de desestabilização da democracia no país.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum

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