Kaikais nos tempos da CPI – Por Mouzar Benedito

Mouzar Benedito vem hoje com seus kaikais tratando do assunto do momento: a CPI do Genocídio

Vai resultar em alguma coisa? Talvez só num incomodozinho para ele, menos grave do que uma “gripezinha”. Tem participante da CPI que já avisa que não vai dar em nada. Tomara que ele esteja errado e que minha descrença também. Enquanto isso, me expresso kaikaindo. Falando do inevitável, mas não só.

Como será essa coisa?

Pode ser pra valer…

Inda quero ver pra crer.

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Ele tem a polícia,

Ele tem malícia,

Ele tem milícia!

***

No seu cercado,

Ele chama o eleitorado:

Vem cá gado…

***

Discutir com eles?

Antes calar

Que com doidos altercar.

***

Com a garganta seca,

Pego cachaça pra tomar,

E você me seca com seu olhar

***

Rebola mas não é samba

Nem mesmo mambo…

O que dança a cobra mamba?

***

Protegido no forte,

O tirano sem norte

Faz pose de forte

***

Obediente mas sabido,

O general toma vacina,

Mas escondido!

***

Quatrocentos mil mortos…

Espera-se comemoração

Quando chegar a um milhão.

***

Revelando sua escrotidão,

O empresariado se despe

Aplaudindo o Bozo na Fiesp!

***

Um bar aberto… Viva!

É grande a vontade de entrar,

Mas maior o medo de me ferrar!

***

Não é a Terra que é plana:

O que acontece de fato

É que o país ficou chato.

***

Sem livros,

Sem vacina,

Com carabina.

**Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.

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Mouzar Benedito

Mineiro de Nova Resende, é geógrafo, jornalista e também sócio fundador da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci).