Sindicato Popular

23 de agosto de 2019, 14h13

Maia escala estatal Petrobras para salvar a Amazônia, por Tadeu Porto

Liberais querem usar uma “estatal quebrada” para, literalmente, tirar o pais das chamas. Não foram considerados nem os bancos com seus lucros recordes e nem as empresas privatizadas como a Vale

Ato em defesa da Petrobras (Arquivo)

A gente se acostumou a ler a grande mídia dizer que o Pré-Sal era inviável e não era (muito pelo contrário, é uma mina de ouro). Lemos também que a Petrobrás estava quebrada e a realidade é que, a despeito do assalto que a Lava Jato fez na empresa, ela continua firme e forte, como foi planejado na década passada.

Agora a mídia fala sobre a privatização da Petrobrás.

Primeiramente, vale lembrar que petroleiros e petroleiras se preparam para uma greve histórica contra a privatização da empresa, as medidas antissindicais do governo Bolsonaro e o corte de direitos da categoria.

Em segundo lugar, vale observar agora, com muito carinho, que a empresa escalada para salvar a Amazônia é a nossa estatal de petróleo.

Maia anuncia que quer utilizar 2,5 bilhões da estatal para salvar a amazônia.

Que coisa não? Liberais querem usar uma “estatal quebrada” para, literalmente, tirar o pais das chamas.

Não foram considerados nem os bancos com seus lucros recordes e nem as empresas privatizadas como a Vale. Não foi considerado sequer o dinheiro público que foi utilizado para atrair deputados a votar a favor da Reforma da Previdência.

Na hora do aperto, sempre foi assim: chama a estatal. Chama a empresa que tem compromisso social com o país e que pode salvar a economia inteira.

Dá para imaginar o efeito catastrófico que teríamos se privatizarem a Petrobrás.

 


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