domingo, 20 set 2020
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O círculo vicioso bolsonarista: militar traficante – traficante evangélico – evangélico militarista

O governo Bolsonaro proporcionou o surgimento de um círculo vicioso. Após a prisão do militar da aeronáutica com 39kg de cocaína na comitiva presidencial, um ciclo espúrio se fechou. Sabemos agora, embora a atuação militar em nossas fronteiras já nos alertava para isso, que militar é, também, traficante.

Mas o que torna tudo isso ainda mais curioso (e vicioso) é o fato de vermos no Brasil traficantes evangélicos depredarem templos de religiões afro-brasileiras. Temos vários casos reportados dessa natureza. Muitos desses criminosos são bolsonaristas. Quem não lembra da maconha vendida com a caricatura do presidente quando ele era apenas um candidato?

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Quem fecha esse ciclo são os evangélicos. O grupo em sua maioria é bolsonarista e defende, portanto, a ditadura militar, a liberação do porte de armas e a tortura. Coisas de Brasil. O presidente participa da Marcha com Deus e faz sinal da arminha!!!

O ciclo, então, começa com os militares, passa pelos traficantes e se encerra nos evangélicos para, assim, recomeçar nos militares. Algo inédito no país.

Cabe lembrar que todos os componentes deste ciclo são viciosos: a doutrina militar, o fundamentalismo e o efeito químico das drogas. Criam dependência, alienação, além de serem prejudiciais à saúde. Para onde esse círculo vicioso nos levará?

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.
Raphael Silva Fagundes
Raphael Silva Fagundes
Doutor em História Política na UERJ. Professor da rede municipal do Rio de Janeiro e de Itaguaí.