A polícia terá trabalho para intimar todos que estão usando o termo "genocida" para se referir ao presidente Jair Bolsonaro. Isso porque o termo explodiu nas redes sociais, nesta segunda-feira (15), e foi para a lista de assuntos mais comentados do Twitter após a notícia de que o influenciador Felipe Neto foi intimado por utilizá-lo.
"O genocida, Jair Bolsonaro, está chateado porque estão chamando o genocida de genocida. Não chamem o Bolsonaro de genocida, pessoal. #BolsonaroGenocida", ironizou o vereador Leonel Radde (PT-RS), em meio a inúmeras postagens do tipo.
Felipe Neto foi intimado a prestar depoimento em um inquérito aberto contra ele por “crime contra a segurança nacional”.
“Um carro da polícia acaba de vir na minha casa. Trouxeram intimação p/ q eu compareça e responda por CRIME CONTRA SEGURANÇA NACIONAL Pq chamei Jair Bolsonaro de genocida. Carlos Bolsonaro foi no mesmo delegado q me indiciou por 'corrupção de menores'. Sim, é isso mesmo”, escreveu Neto junto a uma foto da intimação.
O “crime contra a segurança nacional” está previsto na Lei de Segurança Nacional, criada na ditadura militar para reprimir opositores ao regime.
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Na mesma postagem em que divulgou a intimação, o influenciador disse que não se intimida. “A clara tentativa de silenciamento se dá pela intimidação. Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo. NUNCA o contrário. Carlos Bolsonaro, vc não me assusta com seu autoritarismo. Não vai me calar”, escreveu.
“Minha atribuição do termo 'genocida' ao Presidente se dá pela sua nítida ausência de política de saúde pública no meio da pandemia, o que contribuiu diretamente para milhares de mortes de brasileiros. Uma crítica política não pode ser silenciada jamais!”, completou o youtuber.
Confira, abaixo, a repercussão.