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01 de julho de 2020, 20h16

Bolsonaristas atacam TSE por discussão de abuso de poder religioso

Apoiadores do presidente acusam a instituição de perseguir o cristianismo e impedir participação de candidatos conservadores na política

Foto: Reprodução/ Instagram

Bolsonaristas têm atacado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas redes sociais após o órgão começar a discussão sobre possibilidade de cassação de mandato por abuso de poder religioso. Para os apoiadores do presidente, a proposta é um ataque ao cristianismo.

A proposta relatada por Edson Fachin para considerar o abuso de posições de poder em instituições religiosas parte do julgamento do caso da vereadora Valdirene Tavares (Republicanos-GO), que é pastora da Assembleia de Deus.

Valdirene é acusada de se utilizar da sua posição para angariar votos em seu favor. No caso da vereadora, Fachin votou contra a cassação por falta de provas, mas propôs, no último dia 25 que, a partir das eleições de 2020, atos de abuso de poder religioso sejam considerados nas ações de investigação judicial eleitoral. Atualmente, a jurisprudência eleitoral especifica apenas atos de abuso de poder econômico e político como razão para cassação de mandato.

Diante da proposta, bolsonaristas têm visto um ataque ao cristianismo. No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) chamou a consideração de “ativismo judicial” e criticou: “Mais uma brecha para perseguição ilegal de religiosos e conservadores?”.

Chris Tonietto (PSL-RJ) também se manifestou contra a proposta. A deputada acusou o TSE de construir uma ditadura e disse que a ideia proíbe o discurso cristão na política. “O Cristianismo vai paulatinamente sendo proibido pela ditadura togada”, escreveu. Outros perfis de apoiadores do presidente também comentaram sobre a proposta e sugeriram que os cristãos estariam sendo perseguidos no Brasil.

Ao defender a ideia da possibilidade de cassação, Fachin afirmou que a proposta “resguarda a segurança jurídica e, ao mesmo tempo em que reconhece numa sociedade pluralista a legítima presença de vozes religiosas na esfera pública democrática”.

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