sábado, 24 out 2020
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Bolsonaristas pedem para Banco do Brasil retirar patrocínio de Carol Solberg após “Fora, Bolsonaro”

A hashtag #foracarolsolberg está entre os assuntos mais comentados do Twitter. A atleta de vôlei de praia, no entanto, não recebe nenhum patrocínio do banco estatal

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estão se mobilizando nas redes sociais nesta segunda-feira (21) para que o Banco do Brasil retire um suposto patrocínio à atleta de vôlei de praia, Carol Solberg, medalhista de bronze da primeira etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia ao lado de Talita. Ataque vem após Carol pedir “Fora, Bolsonaro” durante comemoração em entrevista ao SporTV.

A hashatag #foracarolsolberg está entre os assuntos mais comentados do Twitter. “Fazer militância com patrocínio do estado… JENIA! Espero que o BB tenha bom senso o suficiente pra mostrar pra essa senhora que esporte é uma coisa e política é outra. Que papelão”, escreveu uma apoiadora do presidente.

Apesar do pedido dos bolsonaristas, Carol não tem qualquer patrocínio do Banco do Brasil. De acordo com o blog Olhar Olímpico, do UOL, a atleta usava um top com a marca do banco estatal porque, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, a parte de cima do uniforme é fornecido pelo organizador. As demais peças do uniforme, no entanto, podem conter os reais patrocinadores da dupla.

No jogo em questão, Carol só exibia um patrocinador pessoal: o isotônico natural e orgânico Jungle. Sua atual parceira, Talita, é sargento no Exército e apoiada pelo Bolsa Atleta – já Carol, não.

O Banco do Brasil patrocina a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1991. O contrato mais recente foi firmado em 2016, durante o governo Temer, com verba de R$ 218 milhões por quatro anos. Com isso, a CBV divulgou uma nota de repúdio na tarde deste domingo (20) sobre a atitude da atleta, dizendo que a confederação é contra manifestações de cunho político.

“Aproveitamos ainda para demonstrar toda nossa tristeza e insatisfação, tendo em vista que essa primeira etapa do CBVP OPEN 2020/2021, considerada um marco no retorno das competições dos esportes olímpicos, por tamanha importância, não poderia ser manchada por um ato totalmente impensado praticado pela referida atleta”, diz a nota.

Luisa Fragão
Luisa Fragão
Jornalista.