quarta-feira, 30 set 2020
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Movimento usa “cabeça de Bolsonaro” como bola de futebol e recebe críticas

O movimento Indecline, dos EUA, produziu bolas de futebol com as cabeças de Bolsonaro, Trump e Putin

Uma ação promovida pelo movimento Indecline, dos Estados Unidos, acabou gerando uma onda de críticas à empresa Gorila Company por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no domingo (13). A empresa divulgou nas redes uma “cabeça de Bolsonaro” usada como bola de futebol no projeto Freedom Kick (em português, “Liberdade de Chute”), do Indecline.

“O que você faria com a jaca do excrementíssimo Sr. presidente? A gente chamou os amigos e bateu um fut”, disse um dos proprietários da Gorila Company, que desativou as redes sociais após a revolta dos bolsonaristas, que denunciaram a ação como discurso de ódio. A Gorila Company também restringiu o acesso a suas postagens.

No perfil da Indecline, saiu um vídeo nesta segunda mostrando a “cabeça” do ex-capitão sendo usada como bola. Além de Bolsonaro, foram produzidas versões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. Eles são tachados como os “três dos maiores tiranos do que o mundo já viu”.

“A América Latina tem uma história de ditadores. Em particular, a Quinta República Brasileira era conhecida por matar dissidentes. E Jair Bolsonaro é conhecido por seus discursos masturbatórios que esboçam seus sonhos molhados de restabelecer essa política. Ele se ofende com a homossexualidade, feminismo e socialismo, mas fica muito excitado com cada fantasia de violência contra seus oponentes políticos. Mas esses oponentes não são tão rígidos e trazem alegria e movimento à sua resistência que fez de brasileiros como Pelé um ícone em todo o mundo”, diz o movimento.

O Freedom Kick é definido como “uma chance de reiniciarmos depois de anos de jogo sujo e conduta anti-desportiva”. “No futebol, um tiro livre é uma chance de interromper o jogo por um momento e corrigir uma falta. Na democracia, a liberdade de expressão é a força esclarecedora que impede os tiranos de escaparem impunes do assassinato”, afirmam.

Assista:

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Latin America has a history with dictators. In particular, the Fifth Brazilian Republic was known for killing dissidents. And Jair Bolsonaro is known for his masturbatory speeches that outline his wet dreams of reinstating this policy. He is offended by homosexuality, feminism and socialism, but gets a real hard-on with every fantasy of violence against his political opponents. But those opponents aren’t so stiff, and they bring both the joy and movement to their resistance that has made Brazilian’s such as Pele an icon the world over. In soccer, a free kick is a chance to stop play for a moment and redress a foul. In democracy, freedom of speech is the illuminating force that stops tyrants from getting away with murder. Like most muscles, it must be exercised or it will wither away. Despots use fear to keep their populations in line. Activists use joy and humor to keep them engaged. It’s an old game, and the score keeps changing, but we all keep playing. Freedom Kick is a chance for us to reset after years of foul play and unsportsmanlike conduct. Although those with power love to tout politics as a game, for so many the stakes are too high to play around. Football has always been a team effort, involving community and organization, while dictatorship is more of a solo sport. Like they say, there is only one ball. That’s a perfect metaphor for our heads of state. And our job is to kick it mercilessly until we find a way to turn each of our individual efforts into a team victory. INDECLINE x @eugeniomerinoestudio

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Lucas Rocha
Lucas Rocha
Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.