quarta-feira, 30 set 2020
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Pedro Cardoso: “Igrejas hoje no Brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé”

Ator criticou a "inconsistência da lógica jurídica" no Brasil após Jair Bolsonaro vetar o perdão bilionário às igrejas e, ao mesmo tempo, pedir ao Congresso que derrube seu próprio veto

Em publicação no Instagram nesta segunda-feira (14), o ator Pedro Cardoso criticou a “inconsistência da lógica jurídica” no Brasil após Jair Bolsonaro vetar o perdão bilionário às igrejas e, ao mesmo tempo, pedir ao Congresso que derrube seu próprio veto. Segundo o artista, as “igrejas hoje no Brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé”.

“Se seria crime – seja qual for – o chefe do executivo sancionar a lei, como pode não ser crime que congressistas a tenham aprovado? E como poderá não ser crime que venham a derrubar o veto que vetou lei criminosa? E mais: se Messias vetou a lei para não cometer crime, como pode não ser crime que ele diga que, se congressista fosse, vetaria o veto dele mesmo?”, indaga Pedro Cardoso.

Para o ator, as eleições se tornaram apenas “arena para o convencimento dos eleitores”.

“Obtidos os cargos eletivos, os políticos e as elites que os sustentam através da corrupção – mais das vezes, disfarçada de doação eleitoral, suprema hipocrisia! -, fecham-se entre si e governam contra o povo, contra a vontade popular, contra a democracia”.

Cardoso diz que os donos das igrejas hoje são parte recém chegada dessa elite.

“Eu bem seria a favor de proteger as igrejas das ganâncias fiscais do Estado se as Igrejas não tivessem se tornado empresas que vendem falso conforto espiritual; panacéia de misticismo vulgar operado por ignorantes desonestos que tomam ao povo 10% de tudo o que ganham e organizam uma economia entre eles que devolve a esse povo uns porcentos do que eles mesmos colocam na mão das igrejas”, afirma.

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Bom dia. No UOL: Messias veta a parte da lei que desobriga as igrejas a pagar tributos. O projeto é obra de David Soares, filho de R. R. Soares, o dono de umas das igrejas com maior dívida. Messias explica que vetou a lei por temer cometer crime que justificaria o seu impedimento, segundo disse o Guedes, mas sugeriu que o congresso derrube o veto dele. A parte a questão em si, o q me alarmou é a inconsistência da lógica jurídica em que vivemos. Se seria crime – seja qual for – o chefe do executivo sancionar a lei, como pode não ser crime que congressistas a tenham aprovado? E como poderá não ser crime que venham a derrubar o veto que vetou lei criminosa? E mais: se Messias vetou a lei para não cometer crime, como pode não ser crime que ele diga que, se congressista fosse, vetaria o veto dele mesmo? Dirão os experts que sou ignorante. Políticos saberão explicar a coerência desse absurdo. Claro. Quem faz as leis as faz para se defenderem da autêntica vontade popular; e não para fazê-la soberana. As eleições vêm se tornando apenas a arena para o convencimento dos eleitores. Obtidos os cargos eletivos, os políticos e as elites que os sustentam através da corrupção – mais das vezes, disfarçada de doação eleitoral, suprema hipocrisia! -, fecham-se entre si e governam contra o povo, contra a vontade popular, contra a democracia. Sendo, como somos, um país rico, porque o povo é pobre? Onde está a riqueza evidente do país? C’as elites e na corja de políticos que as servem. E hoje, os donos das igrejas sem deus são parte recém chegada dessa elite. Igrejas são um negócio da China, ou da Itália, da Alemanhã, da Rússia, da Inglaterra, da França… Eu bem seria a favor de proteger as igrejas das ganâncias fiscais do Estado se as Igrejas não tivessem se tornado empresas que vendem falso conforto espiritual; panacéia de misticismo vulgar operado por ignorantes desonestos que tomam ao povo 10% de tudo o que ganham e organizam uma economia entre eles que devolve a esse povo uns porcentos do que eles mesmos colocam na mão das igrejas. Igrejas hoje no brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé. Esse é o assunto.

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Plinio Teodoro
Plinio Teodoro
Plínio Teodoro Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.