sábado, 24 out 2020
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Pedro Cardoso indaga apoiadores de Bolsonaro e Salles: “Qual a diferença entre álcool e maconha?”

Em vídeo, ator critica o ministro do Meio Ambiente por ter chamado manifestantes da Chapada dos Veadeiros de "maconheiros"

O ator Pedro Cardoso publicou um vídeo nas redes sociais, na manhã desta terça-feira (13), questionando apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre a utilização do termo “maconheiro” como xingamento. Crítica de Cardoso ocorre após Salles utilizar a palavra para tratar pessoas que protestaram contra ele.

O ministro virou alvo de protestos de moradores da Chapada dos Veadeiros após sobrevoar o local no sábado (10). Visita ocorreu duas semanas após o início dos incêndios no parque nacional. Confrontado sobre o protesto, Salles escreveu, em nota, que a “opinião de meia dúzia de maconheiros não tem relevância”.

De acordo com o G1, moradores da Chapada dos Veadeiros distribuíram plaquinhas na região com a escrita “fora Salles”. Em entrevista ao portal, uma das moradoras disse que o ministro chegou à região após semanas de incêndio, se “gabando” do trabalho realizado por brigadistas.

Em vídeo, Pedro Cardoso provocou apoiadores do ministro e de Bolsonaro. “Queria perguntar às pessoas que apoiam esse governo, esse desgoverno, esse ministro em particular, qual a diferença que há entre fumar maconha e beber álcool?”, questiona.

“O presidente da República eleito por vocês se vangloria de tomar cerveja com os seus amigos e as pessoas que ele indica para cargos públicos. Qual a diferença que há entre o álcool e a maconha? Nenhuma. Ambas são substâncias que alteram a consciência”, continuou o ator.

Em seguida, Pedro Cardoso condena os ataques de Salles às pessoas que discordam de sua gestão, afirmando que ministro é funcionário público e deve respeitar aqueles que pagam seu salário. “Quando que ofender brasileiros passou a ser admissível por um empregado público? Em que momento nós brasileiros perdemos totalmente a autoestima a ponto de colocar no poder pessoas que nos destratam todos os dias? Essas pessoas terão que responder pelos crimes que cometem”, afirma.

Confira:

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Às vezes a gente se sente valente e diz a verdade que queremos ver vencer a mentira dos poderosos. São rasgos de heroísmo, transtornos emotivos de ódio contra quem nos odeia. Mas no momento de reflexão posterior, sabemos que sozinhos não temos força para impor à mentira a verdade que proferimos. Eu sou acometido diariamente por explosões de revolta como esta que publiquei logo após correr 3 k. Todos os dias, ao menos uma vez por dia, eu me surpreendo falando sozinho contra a multidão de inimigos que tenho. E depois, exausto, sou atraído para as funções básicas da vida: cozinhar, lavar, educar… Acredito que, como eu, muitos de nós têm sido assaltados por arroubos de revolta e valentia. E sozinhos todos, emparedados nas redes antissociais, vemos os inimigos do futuro indiferentes a nossa ira pois nos sabem impotentes. Eles estão sempre armados e nós, nunca. Mas tenho fé no VOTO. A humanidade andou até aqui para conceber a democracia. Não é perfeita; nem boa ainda, mas creio nela e no voto. Eu sozinho morrerei afogado na minha indignação contra o nazifascismo; mas eu e mais 80 milhões que não votaram nele, se votarmos contra ele, seja em quem for, poderemos voltar ao poder e reiniciar a construção do brasil que o sonho do primeiro PT – aquele q ainda não estava embriagado de poder – encarnou. Votemos com sabedoria, amigos, e sem mesquinharia. Devemos a cada bichinho morto pelo fogo arrancar do poder os seus assassinos e fazê-los responder. Educação é a exigência primeira da civilidade. Salles e Messias e os seus são pessoas sem a mínima educação. Maconheiro não é ofensa. Ladrão é que é. Torturador é que é. Vá para o inferno, Salles. O diabo saberá te dar a educação que teus pais deveriam.

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Luisa Fragão
Luisa Fragão
Jornalista.