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08 de julho de 2020, 11h02

São Paulo proíbe policiais civis de compartilharem fake news e discurso de ódio nas redes

Portaria para regulamentar uso de redes sociais por agentes da corporação veta ainda o uso do nome da polícia civil em perfis pessoais

Imagem compartilhada no Facebook da Polícia Civil de SP (Reprodução)

A medida busca disciplinar o uso das redes sociais por membros da corporação para evitar danos a imagem da Polícia Civil e respeito à Lei de Abuso de Autoridade

Portaria assinada pelo delegado-geral de Polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, divulgada nesta quarta-feira (8) proíbe policiais civis do estado a compartilharem fake news, discurso de ódio ou preconceito.

A portaria diz que é preciso disciplinar o uso das redes sociais para adaptar a corporação à nova lei de abuso de autoridade, que proíbe a violação da privacidade e intimidade de pessoas investigadas, e também preservar a imagem da instituição, que pode sofrer “impactos negativos” pela conduta do policial nas redes sociais.

O documento, no entanto, não prevê sanções aos policiais civis de São Paulo que descumprirem as regras.

Pelas novas regras, os policiais estão proibidos de criar perfis funcionais nas redes sociais. Estão autorizados somente os perfis oficiais da Polícia Civil, mantidos pela Comunicação Social da instituição ou perfis autorizados pelo órgão.

Policiais civis poderão ter perfis pessoais, mas está vedado usar o nome da Polícia Civil de São Paulo “por extenso ou sigla”, bem como o cargo ocupado. Por exemplo: um perfil chamado “Delegado Ciclano DOPS” estaria vedado.


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