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05 de dezembro de 2017, 21h48

Reforma trabalhista leva universidade a demitir e recontratar, com salário mais baixo, mais de mil professores

A Universidade Estácio demitiu 1,2 mil professores que eram registrados e irá recontratá-los em janeiro sem CLT e com salário mais baixo – possibilidade agora permitida pela nova legislação aprovada por Temer com o aval dos tucanos Por Redação A reforma trabalhista, projeto do governo de Michel Temer elaborado com o PSDB e outros partidos da base, entrou em vigor no início do mês passado e já vem prejudicando milhares de trabalhadores. Uma das vítimas, esse mês, foram os professores da Universidade Estácio, no Rio de Janeiro. A instituição informou que demitiu 1,2 mil docentes que eram registrados em carteira...

A Universidade Estácio demitiu 1,2 mil professores que eram registrados e irá recontratá-los em janeiro sem CLT e com salário mais baixo – possibilidade agora permitida pela nova legislação aprovada por Temer com o aval dos tucanos

Por Redação

A reforma trabalhista, projeto do governo de Michel Temer elaborado com o PSDB e outros partidos da base, entrou em vigor no início do mês passado e já vem prejudicando milhares de trabalhadores.

Uma das vítimas, esse mês, foram os professores da Universidade Estácio, no Rio de Janeiro. A instituição informou que demitiu 1,2 mil docentes que eram registrados em carteira este mês. Essas vagas serão preenchidas novamente em janeiro, mas com o salário mais baixo e sem CLT.

A manobra é uma possibilidade que foi aberta com a nova legislação. Pela reforma trabalhista, as empresas podem demitir em massa sem negociação com o sindicato da categoria e podem ainda oferecer contratos de trabalho mais “flexíveis”.

De acordo com a Estácio, os professores demitidos ganhavam uma remuneração “acima do mercado”.

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