Imprensa livre e independente
30 de novembro de 2018, 15h35

Reggae vira Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco

Bob Marley, seu maior expoente, vendeu cerca de 200 milhões de cópias pelo mundo

Foto: Divulgação
O reggae entrou para a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. A resolução foi anunciada na última quarta-feira (28). O site da Unesco destaca que o gênero musical surgiu na década de 60, num espaço cultural de grupos marginalizados, principalmente no oeste de Kingston, capital jamaicana. 🔴 BREAKING#Reggae music of #Jamaica🇯🇲 has just been inscribed on the #IntangibleHeritage List! Congratulations! 👏 ℹ️ https://t.co/1SDzLr4U5F #LivingHeritage pic.twitter.com/7t1jkD2Z8n — UNESCO (@UNESCO) 29 de novembro de 2018 O ritmo, uma mistura de ska, r&b, rockabilly, rock and roll entre outros ritmos do caribe e do mundo, rapidamente tomou a Jamaica e, posteriormente, o...

O reggae entrou para a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. A resolução foi anunciada na última quarta-feira (28). O site da Unesco destaca que o gênero musical surgiu na década de 60, num espaço cultural de grupos marginalizados, principalmente no oeste de Kingston, capital jamaicana.

O ritmo, uma mistura de ska, r&b, rockabilly, rock and roll entre outros ritmos do caribe e do mundo, rapidamente tomou a Jamaica e, posteriormente, o mundo. Reza a lenda que a quebrada tradicional do reggae se deve à dificuldade que os habitantes da ilha tinham em ouvir a música americana, que chegava cortada através das ondas distantes das rádios. A maneira própria como passaram a tentar reproduzir o rock and roll teria originado o reggae.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Veja também:  Léo Índio, primo de Carlos Bolsonaro, monta "comando de caça a comunistas" particular e faz dossiês para o governo

O seu maior expoente é o músico, cantor, compositor e guitarrista Robert Nesta Marley, conhecido por todos como Bob Marley. Criador de inúmeros sucessos com letras politizadas, entre eles “Redemption Song”, “Get Up, Stand Up”, “Zimbabwe”, “Africa Unite” entre outras, Marley vendeu cerca de 200 milhões de discos ao redor do mundo

Mas o reggae não vive apenas de Bob Marley. Outros músicos também ganharam fama mundial, como Peter Tosh, Jimmy Cliff, Linton Kwesi Johnson, Eddy Grant, a banda The Wailers, Sly Dunbar & Robbie Shakespeare entre muitos outros.

No Brasil, o ritmo ganhou notoriedade com nomes como Gilberto Gil, um de seus maiores entusiastas, que chegou a gravar o álbum “kaya na Gandaia”, só com composições de Marley. Além dele, outros grupos como Cidade Negra, Tribo de Jah, Natiruts, Edson Gomes, Chimarruts entre outras também se especializaram no ritmo.

Um dos primeiros reggaes gravados no Brasil é “Nine Out of Ten”, de Caetano Veloso, de seu álbum “Transa”, gravado em 1972, durante o seu exílio, em Londres. Caetano e Gil tomaram contato com o ritmo em Porto Bello Road, uma rua do bairro Notting Hill, em Londres, que, na época, contava com grande concentração de jamaicanos.

Veja também:  Filho de reitor da UFSC que se suicidou também é denunciado sem provas pelo MPF

Outra canção precursora do reggae no Brasil é “Negra Melodia”, de Jards Macalé e Wally Salomão, gravada por Macalé no seu álbum “Contrastes”, de 1977 e, posteriormente, por Itamar Assumpção, no álbum “Ás p´roproas custas S/A”, de 1981, outro grande entusiasta do ritmo.

A Unesco destaca que os jamaicanos aprendem a tocar o ritmo já nas escolas. Festivais como como Reggae Sumfest e Reggae Salute também são vistos como oportunidade de estudo e transmissão do conhecimento para futuros artistas e músicos.

O reconhecimento do reggae como patrimônio cultural leva em consideração a contribuição para a discussão internacional sobre questões como a injustiça, a resistência, amor e humanidade.

Agora que você chegou ao final desse texto e viu a importância da Fórum, que tal apoiar a criação da sucursal de Brasília? Clique aqui e saiba mais

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum