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24 de junho de 2019, 11h17

Reinaldo Azevedo rebate Moro: Montanha deu à luz ratazanas que atentam contra a democracia e o estado de direito

Para comentar a parceria entre o site The Intercept e o jornal Folha de S.Paulo na Vaza Jato, Moro publicou tuite em latim que diz que "“a montanha pariu um ridículo rato"

Coluna de Reinaldo Azevedo sobre o tweet de Moro em latim (Foto: Reprodução)
O jornalista Reinaldo Azevedo publicou nesta segunda (24), em sua coluna no portal UOL, um artigo dividido em duas partes, no qual rebateu o ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro sobre o tuite publicado neste fim de semana com uma frase em latim direcionada às revelações contra ele no escândalo Vaza Jato. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo No primeiro artigo, com o título MORO E A MONTANHA 1: Veio à luz ratazana pestilenta do ataque à ordem legal, Reinaldo não poupa críticas às “relações espúrias entre o...

O jornalista Reinaldo Azevedo publicou nesta segunda (24), em sua coluna no portal UOL, um artigo dividido em duas partes, no qual rebateu o ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro sobre o tuite publicado neste fim de semana com uma frase em latim direcionada às revelações contra ele no escândalo Vaza Jato.

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No primeiro artigo, com o título MORO E A MONTANHA 1: Veio à luz ratazana pestilenta do ataque à ordem legal, Reinaldo não poupa críticas às “relações espúrias entre o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro, e Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato”. Segundo o colunista a reportagem deste domingo, a primeira da parceria entre a Folha de São Paulo e o site The Intercept Brasil, “evidencia sim que a força-tarefa se mobilizou, em março de 2016, para proteger o então juiz Sérgio Moro de eventual ação corretiva do Supremo ou do Conselho Nacional de Justiça”, e logo levanta a suspeita sobre se isso seria tão grave, para responder no mesmo parágrafo: “não seria, desde que as ações de proteção ao juiz estivessem amparadas na lei. Mas não estavam”.

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Ao analisar a citação em latim do ministro (“Moro resolveu apelar ao latinório e citou o grande poeta Horácio para uma causa ruim: `Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus´: `“a montanha pariu um ridículo rato´”), Azevedo afirma que “é a arrogância do desespero. Em primeiro lugar, Moro não sabe o que mais pode cuspir a montanha. Em segundo lugar, o que se tem já é de extrema gravidade. E não adiante tentar fazer o jogo do contente”.

Em seguida, o colunista comenta que “o tom das conversas é absolutamente impróprio. Nos diálogos deste domingo e nos outros, fica evidente que é Moro o real coordenador da Lava-Jato, não Deltan Dallagnol. É ele que orienta a investigação e o trabalho da acusação. Logo, como pode ser o juiz de processos de que ele mesmo se comporta como instrutor?”.

Na segunda parte do artigo, cujo título é MORO E A MONTANHA 2: Mas o que queria Moro? Usurpar a competência do STF?, o jornalista conta que “a ratazana parida pela montanha que começa a ser explorada pela Folha e por The Intercept Brasil pode ser caracterizada”, e enumera três destaques: “1: nota-se a clara insatisfação de Moro com o fato de a PF ter anexado aos autos a tal da lista da Odebrecht (…) 2: Deltan se oferece para mobilizar a força-tarefa e o Conselho Nacional de Justiça e fala em antecipar uma denúncia para tentar diminuir os contratempos do juiz junto ao Supremo (…) 3: Se resta evidente que Moro conduzia a mão de Dallagnol, este, por sua vez, mobiliza um delegado da Polícia Federal para expressar a insatisfação do juiz com a decisão tomada pela PF”.

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Depois, faz uma lista de arbitrariedades cometidas pela dobradinha entre Moro e Dallagnol, como o fato do agora ministro ter sugerido testemunhas contra Lula, o “truque para poder vincular Lula a desvios de R$ 86 milhões no caso do tríplex”, a confissão do procurador de que não estava seguro da solidez da sua acusação contra o ex-presidente e as críticas do então juiz à procuradora Laura Tessler, pedindo que ela não seja parte da audiência no processo do tríplex (o que foi atendido).

Ao concluir o segundo artigo, Reinaldo Azevedo afirma que “a montanha já deu à luz algumas ratazanas que atentam contra a democracia e o estado de direito sob o pretexto de combater a corrupção”.

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