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30 de abril de 2015, 15h45

Repressão da PM a professores no Paraná foi “uso desmedido da força”, diz Pepe Vargas

Ministro da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que "não é aceitável" que a polícia aja com truculência, como ocorreu ontem em Curitiba.

Ministro da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que “não é aceitável” que a polícia aja com truculência, como ocorreu ontem em Curitiba Por Anna Beatriz Anjos Nesta quinta-feira (30), o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Pepe Vargas, classificou a repressão da Polícia Militar aos professores grevistas do Paraná como um episódio de “uso desmedido da força”. Ele afirmou também que “não é aceitável” que a PM atue de maneira truculenta e abusiva, como ocorreu ontem (29) no Centro Cívico de Curitiba. “O que eu vejo ali, claramente, é no mínimo um uso desmedido da força,...

Ministro da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que “não é aceitável” que a polícia aja com truculência, como ocorreu ontem em Curitiba

Por Anna Beatriz Anjos

Nesta quinta-feira (30), o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Pepe Vargas, classificou a repressão da Polícia Militar aos professores grevistas do Paraná como um episódio de “uso desmedido da força”. Ele afirmou também que “não é aceitável” que a PM atue de maneira truculenta e abusiva, como ocorreu ontem (29) no Centro Cívico de Curitiba.

“O que eu vejo ali, claramente, é no mínimo um uso desmedido da força, no mínimo uma violência desnecessária, e em uma sociedade democrática, isso precisa ser debatido”, declarou Vargas, após evento em que titulares da pasta de Direitos Humanos dos governos FHC, Lula e Dilma Rousseff assinaram carta pública contra a redução da maioridade penal.

O ministro disse ainda que a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, ligada à SDH, deve receber denúncia de violação de direitos humanos e analisar as medidas cabíveis. Segundo Vargas, antes mesmo do protesto, foi realizado contato com o chefe da Casa Civil do Paraná, Eduardo Sciarra, para que não houvesse ações violentas contra os professores em frente à Assembleia Legislativa do estado (Alep).

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O ataque da PM aos manifestantes, em greve desde o início da semana, deixou um saldo de mais de 200 feridos, dos quais oito em estado grave. Dezessete policiais foram presos por se recusar a participar do cerco aos professores.

(Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

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