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25 de maio de 2019, 10h18

Réu em ação ambiental, Chitãozinho vira garoto-propaganda de Bolsonaro e agronegócio

A juíza Marianna de Queiroz Gomes acatou parcialmente liminar em ação proposta pelo Ministério Público de Goiás, em que confirma desmatamento ilegal na fazenda do cantor

Foto: Divulgação
O cantor Chitãozinho, que faz dupla sertaneja com o irmão Xororó, foi escolhido para ser o embaixador do programa “Juntos pelo Araguaia”. A ação foi criada por meio de uma parceria entre os governadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), ligado aos ruralistas e ao agronegócio, e Mauro Mendes (DEM-MT) e foi encampada pelo Ministério do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro. O contrassenso é que Chitãozinho é réu em uma ação ambiental do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por desmatamento ilegal. De acordo com informações do Portal Dia Online, uma inspeção realizada em 2014 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos...

O cantor Chitãozinho, que faz dupla sertaneja com o irmão Xororó, foi escolhido para ser o embaixador do programa “Juntos pelo Araguaia”. A ação foi criada por meio de uma parceria entre os governadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), ligado aos ruralistas e ao agronegócio, e Mauro Mendes (DEM-MT) e foi encampada pelo Ministério do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro.

O contrassenso é que Chitãozinho é réu em uma ação ambiental do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por desmatamento ilegal.

De acordo com informações do Portal Dia Online, uma inspeção realizada em 2014 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que hoje se chama Semad, na Fazenda Galopeira, de propriedade do cantor, identificou a existência de “degradação ambiental de vegetação nativa sem a autorização do órgão ambiental competente, numa área de 15 hectares na reserva legal”. A fazenda faz parte da bacia do Rio Araguaia.

Liminar

Em fevereiro de 2019, a juíza Marianna de Queiroz Gomes, da Comarca de Mozarlândia, acatou parcialmente liminar em ação proposta pelo Ministério Público de Goiás, em que confirma desmatamento ilegal na fazenda de Chitãozinho.

Veja também:  O uso seguro da água, por Jair Tatto

Depois disso, o cantor foi obrigado a promover um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD) no prazo de 60 dias.

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