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09 de fevereiro de 2012, 14h34

A militância e a política em novos formatos

A reportagem de capa desta edição é sobre um grupo que se define como Anonymoyus e que tem realizado ações políticas impactantes em vários cantos do mundo.

Por Revista Fórum

 

A reportagem de capa desta edição é sobre um grupo que se define como Anonymoyus e que tem realizado ações políticas impactantes em vários cantos do mundo. Um movimento que não é de esquerda, de direita e nem de centro. O que não significa que guarde qualquer relação “programática” com o partido criado pelo prefeito paulistano.

Anonymous é um típico movimento nascido na era das redes e da revolução cibernética. Não tem hierarquia e, por isso, não tem líderes, liderados e figuras públicas. Não reconhece as organizações intermediárias e não vê muito motivo de ter bandeiras políticas.

Mas, desde 2008, tem dando muito trabalho para empresas ou instituições públicas que têm atuado contra a liberdade na rede. O primeiro alvo do grupo foi a Igreja da Cientologia, uma seita desconhecida no Brasil, mas que abriga vários pop-stars de Hollywood, como Tom Cruise e John Travolta. Depois vieram a Sony, o FBI, a Fox News, os governos da Tunísia, do Egito e da Espanha e em julho sites do governo brasileiro, que foram atacados por um braço do grupo que se autodenomina LuzlSec.

Qual o significado dessas ações?

Talvez mais do que buscar a resposta no conteúdo, nesse caso, vale mais olhar a forma.

Essas ações podem significar que estamos entrando num outro campo das disputas pelo poder. No qual a ação do Anonymous é apenas uma amostra grátis do que ainda está por vir.

Um dos entrevistados desta edição, o professor Sergio Amadeu, diz que os próximos conflitos serão entre redes de informação. O que chama de redes contra redes. Como teria, segundo ele, acontecido no episódio da “Flotilla da Liberdade”, quando defensores da causa da Palestina e do Estado de Israel se enfrentaram na internet para convencer o maior número de pessoas para a sua causa.

Ao tratar do Anonymous, Fórum não se associa aos métodos do grupo, mas chama a atenção para uma nova dimensão do ativismo. Se a comunicação mudou, as relações interpessoais ganharam outros instrumentos, a dinâmica do trabalho passou a ter outros padrões organizacionais, por que a ação política também não mudaria?


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