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15 de outubro de 2011, 11h11

Porto Alegre diz não à violência

O lançamento do FSM 2002, que será de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, aconteceu, por triste coincidência, no mesmo dia dos atentados a Nova York

O lançamento do FSM 2002, que será de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, aconteceu, por triste coincidência, no mesmo dia dos atentados a Nova York

Combater todas as formas de violência e o sacrifício de vidas humanas. Essa era a palavra de ordem no lançamento oficial do Fórum Social Mundial 2002, realizado no dia 11 de setembro, em Porto Alegre, na mesma data dos atentados terroristas a Nova York. O sentimento de solidariedade com o povo norte-americano foi ressaltado por todos aqueles que discursaram no evento. O prêmio Nobel da Paz e militante na defesa dos Direitos Humanos, Adolfo Perez Esquivel, leu nota oficial do Comitê Organizador do Fórum, condenando os atentados.

Ainda como parte da programação de lançamento do FSM, foi inaugurado o Memorial do Fórum, reunindo textos, fotos e acervo de vídeo que conta um pouco da história da primeira edição.

O prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Perez Esquivel, esteve no lançamento do Fórum Social Mundial 2002 como representante da organização Serviço, Paz e Justiça, da Argentina. Ele é dos mais destacados ativistas na defesa dos Direitos Humanos na América Latina, tendo atuação decisiva durante a ditadura militar de seu país, quando atraiu a atenção internacional para os atos bárbaros do governo argentino. Leia o trecho do seu discurso no lançamento do FSM 2002:

Há uma diferença entre o que querem os governos e o que querem os povos. E essas diferenças estão a cada dia mais evidentes. Todos os países da América Latina estão sofrendo os mesmos males. São os revezes da globalização. Afinal, o que estamos conseguindo globalizar? A exclusão social, a pobreza, o desemprego.

Mas a resistência popular se assemelha à força dos rios subterrâneos. Debaixo do solo, há rios que se unem em algum momento e afloram à superfície. Estes são os emergentes históricos: o MST, o movimento das mulheres, de defesa dos Direitos Humanos, os movimentos culturais. Em dada hora, eles ganharão a superfície e mudarão a situação. É isso que o FSM representa. Chega de sermos espectadores. Precisamos ser protagonistas.
Adolfo Perez Esquivel

Mosaico de livros
por Zaira Machado

Com a doação de um fac-símile do manuscrito do livro Pedagogia do Oprimido, do educador Paulo Freire, foi lançada em 10 de outubro, na Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, a campanha mundial Mosaico de Livros. Esteve presente ao ato, para fazer a doação da obra, Lutgardes Freire, filho de Paulo Freire. “O manuscrito poderá ser um eixo central desse primeiro Fórum Mundial de Educação, pois ele ajuda a entender outros livros”, disse.

O livro será a pedra fundamental da biblioteca que se quer fazer em Porto Alegre aproveitando a oportunidade do Fórum Mundial de Educação (de 24 a 27 de outubro) e do Fórum Social Mundial (de 31 de janeiro a 5 de fevereiro). A Prefeitura já fez um esboço do projeto e estuda, junto a parceiros, um local para instalação da biblioteca. “No primeiro Fórum chegaram as pedras. Elas vieram de várias partes do planeta para simbolizar o alicerce deste novo mundo possível. Agora são os livros”, explicou Jeférson Assumção, um dos idealizadores do projeto.

O Gigantinho será o local de recolhimento do material que virá na primeira parte da campanha. A segunda será só no final de janeiro, durante o FSM 2002. Os sítios www.portoalegre2002.net e www.forummundialdeeducacao.com.br também estão promovendo a campanha mundial de arrecadação de livros, tanto junto aos intelectuais que virão aos dois Fóruns (convidados a deixar exemplares de suas obras autografados), quanto aos delegados.

Quem quiser participar do Mosaico dos livros pode levar ao FSM um livro sobre os temas relacionados às pautas de discussão dos Fóruns. Os eixos são: I – A Produção de Riquezas (o trabalho, o comércio, o sistema financeiro e a terra), II – A Distribuição da Riqueza e a Sustentabilidade (a ciência e a técnica, o ambiente e os bens comuns, a exclusão e as pobrezas e as cidades), III – Os Espaços da Sociedade (os espaços públicos, os direitos, a informação e a cultura) e IV – O Poder Político (o poder, as instituições globalitárias, o império e as nações e os conflitos armados).


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